segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

De volta pra casa: A Fundação da Memória Republicana devolve à AML o busto do poeta José Chagas


Presidente da FMRB, Felipe Camarão, entrega busto do Poeta José Chagas à AML. Foto: Lauro Vasconcelos/Seduc
O busto do Poeta José Chagas foi entregue pelo Presidente da Fundação da Memória Republicana (FMRB) e Secretário de Estado da Educação, Felipe Camarão, aos membros da Academia Maranhense de Letras (AML), na última sexta-feira (9), durante uma cerimônia simbólica na Academia.
O busto que foi esculpido pela artista plástica maranhense Marlene Barros, quando do aniversário de 70 anos do poeta José Chagas, e há algum tempo estava em poder da Fundação da Memória Republicana, no Convento das Mercês. Agora, após um pedido da AML ao presidente da fundação, a peça retorna à Academia de onde havia saído.
“Este é um ato simbólico de respeito do Governo do Estado, por meio da Fundação da Memória Republicana e das Secretarias de Estado de Educação e da Cultura, para com a Academia Maranhense de Letras e com o Poeta José Chagas, tão importante para a nossa literatura. Este busto pertence à AML e agora está sendo reintegrado ao seu acervo”, destacou Felipe Camarão.
“Este é um retorno que com certeza nos deixa muito feliz, satisfeitos e honrados, de uma peça como essa, que nos lembra muito a figura do poeta e que estava um pouco longe de sua casa. Essa volta dele pra nós tem um significado muito grande, porque não só está retornando às suas origens, como à convivência simbólica que ele passa ter novamente conosco”, enfatizou o Presidente da AML, Benedito Buzar.

Seduc e AML discutem parceria para levar literatura maranhense às escolas da rede estadual. Foto: Lauro Vasconcelos/Seduc
“Lutávamos por isso há muito tempo. E agora encontramos a figura maravilhosa do Felipe, que decidiu nos ajudar. E estamos muito felizes, afinal José Chagas é nosso, é da AML. Para mim é uma alegria muito grande e para a AML é uma honra”, disse o escritor e poeta Valdemir Viana. 
José Chagas
O poeta, batizado de José Francisco das Chagas, nasceu em Piancó (PB), em 29 de outubro de 1924. Mudou-se para o Maranhão lá pelos idos da década de 50, indo morar em Pedreiras. Em 1964 veio para São Luís, cidade que o abraçou com carinho, e que ele, adotou como sua.
Em São Luís, José Chagas escreveu a maior parte de suas principais obras, entre elas ‘Canhões do Silêncio’, ‘Os Telhados’, ‘Azulejos do Tempo’, ‘Apanhados do Chão’, ‘Maré/Memória’ e ‘Colégio do Vento’, reeditado pela AML em 2013. Na Academia o poeta ocupava a cadeira de número 28.
Reconhecido como um dos maiores poetas do Maranhão, Chagas faleceu aos 89 anos de idade, no dia 13 de maio de 2014, em São Luís, onde passou parte de sua vida, deixando um grande legado literário.
Parceria
Na mesma cerimônia de entrega do busto do poeta José Chagas, os membros da AML e o Secretário de Educação conversaram sobre parcerias para reforçar a inserção de obras de autores maranhenses entre os livros paradidáticos nas escolas da Rede Estadual.
Um dos pontos discutidos foi a retomada da parceria entre Seduc e AML para realização do projeto que a Academia realizou no ano passado, quando 21 escolas da Rede Estadual de Ensino, em São Luís, receberam acervos literários doados pela AML, como parte do projeto ‘A Academia Maranhense de Letras vai à Escola’, experiência piloto, que, além da doação de obras, promoveu contato presencial dos alunos com os membros da AML. “Outro projeto que apresentamos ao Felipe é o da criação de Biblioteca Escolar Maranhense. E ficamos muito entusiasmados em ver que a ideia foi acolhida pelo secretário”, disse o imortal Sebastião Duarte.

Seduc e AML discutem parceria para levar literatura maranhense às escolas da rede estadual. Foto: Lauro Vasconcelos/Seduc
Por outro lado o Secretário Felipe Camarão também disse aos membros da AML, que um dos projetos da Secretaria de Educação é fazer aquisição de livros de autores maranhenses para que sejam distribuídos nas escolas da rede estadual. “A ideia é fazer com que nossos alunos tenham acesso, também, à literatura maranhense, que é rica e muito importante para a nossa cultura. E não é só ler. O fundamental é que depois de lerem estas obras, os nossos alunos possam debater, discutir com os nossos escritores e poetas. Queremos fomentar a ida destes escritores às escolas”, enfatizou o secretário.

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