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sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Pesquisa vencedora de prêmio nacional sobre Zika vírus será desenvolvida no Ninar

Governador Flávio Dino recebeu comitiva responsável pelo projeto de pesquisa que será desenvolvido no Ninar. Foto: Gilson Teixeira/Secap
Governador Flávio Dino recebeu comitiva responsável pelo projeto de pesquisa que será desenvolvido no Ninar. Foto: Gilson Teixeira/Secap
O governador Flávio Dino recebeu, na tarde desta quinta-feira (10), no Palácio dos Leões, uma comitiva de professores, pesquisadores e profissionais da saúde responsáveis pelo projeto ‘Síndrome congênita pelo Zika vírus, soroprevalência e análise espacial e temporal de vírus Zika e Chikungunya no Maranhão’. A iniciativa foi premiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ) e desenvolverá atividades no Centro de Referência em Neurodesenvolvimento, Assistência e Reabilitação de Crianças (Ninar).
O projeto ‘Síndrome congênita pelo Zika vírus, soroprevalência e análise espacial e temporal de vírus Zika e Chikungunya no Maranhão’ é fruto de uma parceria entre os professionais do Ninar, da Secretaria de Estado da Saúde (SES) e da Secretaria de Articulação das Políticas Públicas, além de pesquisadores e professores da Universidade Federal do Maranhão. A iniciativa desbancou estudos de várias universidades do Brasil e venceu o edital do CNPQ no valor de R$ 1,2 milhão, que será revertido na continuação das pesquisas na área.
O governador Flávio Dino parabenizou os profissionais envolvidos com o estudo e ressaltou que essa ação reforçará, ainda mais, as atividades do Governo do Estado no âmbito do neurodesenvolvimento infantil. Durante a reunião, ele garantiu que continuará a investir no Ninar e em novos projetos para o desenvolvimento da pesquisa e da assistência às crianças no Ninar.
O secretário de Articulação das Políticas Públicas, Marcos Pacheco, enfatizou que o êxito de uma pesquisa como a que foi apresentada é muito importante, sobretudo em um cenário efetivamente de necessidade de conhecimento sobre a microcefalia. “É uma doença emergente, a gente precisa pesquisar, e dessa pesquisa vai depender decisões, diagnósticos e soluções. Então a pesquisa é extremamente necessária. O Maranhão hoje desponta no Brasil como um dos três maiores centros de pesquisas sobre o Zika vírus, sobretudo agora com essa que está sendo feita”, destacou Marcos Pacheco.
A neuropediatra do Ninar e uma das integrantes do grupo da pesquisa, Jucélia Ganz, explicou que dos seis subprojetos que serão realizados, três vão ser executados no Ninar pelo período de três anos. “O que era sonho hoje está sendo uma concretização, que o Ninar seja uma referência em pesquisa, não só em microcefalia, mas em neurodesenvolvimento. Através da microcefalia a gente conseguiu o primeiro recurso. Então a ideia é que a gente faça outros trabalhos com em autismo, em atraso de linguagem, em todos os aspectos do neurodesenvolimento infantil”, disse.
Projeto
Governador Flávio Dino recebeu comitiva responsável pelo projeto de pesquisa que será desenvolvido no Ninar. Foto: Gilson Teixeira/Secap
Governador Flávio Dino recebeu comitiva responsável pelo projeto de pesquisa que será desenvolvido no Ninar. Foto: Gilson Teixeira/Secap
O coordenador-geral do projeto ‘Síndrome congênita pelo Zika vírus, soroprevalência e análise espacial e temporal de vírus Zika e Chikungunya no Maranhão’, professor Antônio Augusto Moura da Silva, explicou que o grupo acompanhou o crescimento, especialmente da cabeça, dos bebês com microcefalia e síndrome congênita pelo vírus da Zika. De acordo com o estudo, o crescimento da cabeça tem sido muito pequeno.
“Elas não estão conseguindo recuperar esse crescimento. O que indica que o dano cerebral que o vírus causou foi realmente bastante profundo. A outra coisa é que muitas das crianças estão evoluindo com muitas crises convulsivas que estão sendo muito difíceis de tratar mesmo com medicamentos bastante complexos. Essas pesquisas vão continuar e veremos como elas vão crescer e como vai se dar o crescimento neurológico delas”, explicou Antônio Augusto Moura da Silva.

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