ANTES NÃO TINHA

ANTES NÃO TINHA

terça-feira, 21 de junho de 2016

Essa versão de que o governo "acabou com a Expoema" é absurda, diz Flávio Dino

“Áreas públicas devem ser geridas pelo Poder Público, visando ao interesse público”, diz o governador sobre o uso do denominado Parque Independência
Vista aérea do Parque Independência em São Luís
Ao longo de muitos anos, principalmente nos governos de Roseana Sarney, a área do denominado Parque Independência, onde se realizava anualmente a Exposição Agropecuária do Maranhão (Expoema), era tratada como propriedade particular pelos organizadores do evento. Por muito tempo foi área de domínio da Associação dos Criadores do Maranhão (Ascem). 

Uma imensa área pública, privatizada para apenas um evento por ano, no mês de setembro, ficando abandonada e sem utilização nenhuma durante os outros meses. 

Os organizadores, no entanto, imaginavam que iriam continuar com o controle total do local, no governo Flávio Dino. Não encontraram guarida e passaram a disseminar que a Expoema iria acabar por culpa do governo. O que levou o próprio governador a rebater essa especulação no twitter, na noite de segunda-feira (20).

Para Flávio Dino, a versão de que governo “acabou com Expoema” não procede. “Ela pode e deve se realizar, como já foi esclarecido inúmeras vezes. O que o governo não concorda é com uma área pública imensa ficar abandonada para ser usada uma vez por ano. Vamos retomar para melhor gerir”, disse o governador.

Para ele, essa versão de que governo "acabou com a Expoema" é absurda, inclusive porque se trata de evento privado, não governamental.

“Áreas públicas devem ser geridas pelo Poder Público, visando ao interesse público. Uso privado deve ser excepcional, temporário e eficiente”, acrescentou.

O governador ressalta que, por ser localizado em área urbana, o Parque Independência pode ser utilizado para implantação de projetos habitacionais. “Trata-se, ademais, de área hoje eminentemente urbana, em que outros usos são mais razoáveis e eficientes, por exemplo, projetos habitacionais”, completou.

Já que é assim, uma sugestão: a área poderia ser transformada em um conjunto habitacional para contemplar servidores públicos que não têm casa própria. Poderia, ainda, ser transformada em área de lazer para o servidor público ou mesmo em uma escola agrícola do Estado. Com certeza, projetos não faltarão para essa importante área pública.

Foram-se os tempos de uso da coisa pública por um grupo de privilegiados. 

Nenhum comentário: