terça-feira, 5 de dezembro de 2017

6º BPM prende rapaz que agrediu guarnição com socos e chutes

Foi preso em flagrante, na Rua do Muro da Vila Cutia, zona rural de São Luís, Josivan Almeida Saraiva, de 19 anos, pouco depois da meia-noite desta segunda-feira (4). O major Marcelo, comandante do 6º Batalhão de Polícia Militar (BPM), disse que o suspeito agrediu a guarnição da Equipe Charlie, do Grupo Tático Móvel (GTM), com chutes e socos.
Ainda de acordo com o major, os policiais tiveram de utilizar a força para imobilizar o rapaz, que estava descontrolado e disposto a continuar as agressões. Josivan foi apresentado no Plantão de Polícia Civil da Cidade Operária.

Ex-prefeito de Miranda do Norte é acionado por improbidade administrativa

As irregularidades no procedimento licitatório para construção de um aeroporto no Município de Miranda do Norte motivaram o Ministério Público do Maranhão a ajuizar, na quarta-feira (29), Ação de Improbidade Administrativa com pedido de tutela de urgência e também Denúncia contra o ex-prefeito José Lourenço Bomfim Júnior.

Também são alvos da ação e da Denúncia o ex-pregoeiro da Comissão de Licitação, Márcio Silva; o sócio-administrador da construtora P.M. Construções e Serviços LTDA (Ilha Construções), Paulo Ricardo Nogueira Val Quitan, e a própria empresa. Todos tiveram o pedido de bloqueio de bens no valor de R$ 1.003,896,00, mais o pagamento de multa civil, com valores diferenciados.

O Convênio nº 49/2014, firmado entre a Secretaria de Estado das Cidades (Secid) e o Município de Miranda do Norte, no valor de R$ 1.005.000,00, previa a construção do aeroporto da cidade. A Secid informou, em janeiro de 2015, que repassou a primeira parcela no valor de R$ 301.500,00, mas a prefeitura não prestou contas.

Ao realizar fiscalização, em março de 2015, o Ministério Público não encontrou nenhum indicativo das obras e o ex-prefeito apresentou cópia não integral da referida licitação. Notificado mais uma vez, Bonfim Júnior não apresentou qualquer resposta.

Diante da situação, a Promotoria de Justiça ajuizou Ação Cautelar de Exibição de Documentos e o acusado apresentou cópia da Concorrência nº 018/14. Os documentos foram analisados pela Assessoria Técnica da Procuradoria Geral de Justiça que identificou uma série de irregularidades: o procedimento não foi autuado nem protocolado na forma da Lei nº 8.666/93; ausência do projeto básico dos serviços da licitação; não há comprovação da existência dos recursos orçamentários; publicidade insuficiente; descumprimento do prazo mínimo para abertura da licitação; e indefinição dos critérios de qualificação técnica.

“A condução do procedimento licitatório revelou o dolo específico de fraudar o sistema e desviar os recursos, causando grave lesão ao patrimônio público municipal”, afirmou a autora da ação, promotora de justiça Flávia Valéria Nava Silva.

PEDIDOS

O MPMA pediu a condenação dos envolvidos por improbidade administrativa com suspensão dos direitos políticos por oito anos; proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, pelo prazo de cinco anos e pagamento de multa civil no valor de R$ 555 mil (José Lourenço Bomfim Júnior, mais perda do cargo que estiver exercendo quando for condenado); R$ 130 mil (Márcio Silva); multa civil no valor recebido irregularmente como pagamento do contrato realizado com o Município (P.M. Construções e Serviços LTDA).

Na Denúncia na esfera penal, José Lourenço Bomfim Júnior, Márcio Silva e Paulo Ricardo Nogueira Val Quitan respondem pelo crime previsto no artigo 90 da lei 8.666/93 (“Frustrar ou fraudar, mediante ajuste, combinação ou qualquer outro expediente, o caráter competitivo do procedimento licitatório, com o intuito de obter, para si ou para outrem, vantagem decorrente da adjudicação do objeto da licitação”) cuja pena prevista é de detenção de dois a quatro anos mais multa.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Pesquisa Exata/JP: Roseana Sarney e Roberto Rocha lideram rejeição

A pesquisa realizada pelo Instituto Exata em parceria com o Jornal Pequeno e divulgada no último domingo aferiu também o índice de rejeição dos pré-candidatos ao governo do Estado para as eleições do ano que vem. Neste quesito, a ex-governadora Roseana Sarney aparece disparada em primeiro lugar com 49% de reprovação do povo maranhense.
Em segundo lugar está o senador Roberto Rocha com 29% de rejeição entre o eleitorado do Maranhão. Empatados na última posição estão a ex-prefeita de Lago da Pedra, Maura Jorge, e o governador Flávio Dino, ambos na casa dos 20%, de acordo com a pesquisa Exata/JP.
Vitória em primeiro turno
O levantamento realizado mostra que o governador Flávio Dino venceria a eleição em primeiro turno com 63% dos votos. A ex-governadora Roseana Sarney mantém-se em segundo lugar, mais de 30 pontos atrás, com 29%.
Em terceiro lugar, aparecem empatados com 4% o senador Roberto Rocha e a ex-prefeita de Lago da Pedra, Maura Jorge. Em relação à pesquisa realizada em outubro, Flávio Dino subiu três pontos e Roseana Sarney, um. Já o senador Roberto Rocha caiu três pontos e a ex-prefeita, um.
A pesquisa foi realizada entre os dias 27 de novembro e 1º de dezembro, ouvindo 1.415 eleitores em todas as regiões do estado. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais.

Campanha de vacinação contra febre aftosa é prorrogada no Maranhão


A campanha de vacinação contra febre aftosa foi prorrogada no Maranhão até o dia 12 de dezembro, terça-feira da próxima semana.
Também está prorrogado o período de comprovação da vacina, que agora de estende até o dia 26 de dezembro.
Outros oito estados também tiveram seus prazos estendidos, conforme autorização do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
Para adquirir as vacinas, os criadores tem de procurar a unidade da Agência Estadual de Defesa Agropecuária (AGED) mais próxima.
A administração das vacinas no rebanho é feita nas propriedades e é de responsabilidade dos criadores.
Já para a atualização cadastral do rebanho, mesmo que não possuam animais com idade até 24 meses, é obrigatória a todos, dentro do novo prazo estabelecido.

José Sarney, a Polícia Federal e o Caso Lunus

O oligarca José Sarney fez questão de tomar para si o controle da Polícia Federal com o objetivo claro de tentar voltar ao poder, no Maranhão, utilizando a instituição para perseguir o seu principal adversário: Flávio Dino. O sonho dele é a reedição de um caso Lunus, desta feita contra o atual governador.
Em abril de 2002, a Polícia Federal deflagrou operação na sede da empresa Lunus Participações, da qual o marido de Roseana Sarney, Jorge Murad, era sócio. No local, foram apreendidos caixas de documentos e R$ 1,34 milhão em espécie, valor não declarado. A foto com os maços de dinheiro sobre a mesa do escritório de Murad foi publicada nos principais jornais do país e na TV.
O escândalo atingiu a imagem de Roseana, que apresentou pelo menos seis versões diferentes para a origem do dinheiro. Ela alcançava bons números nas pesquisas eleitorais, mas, devido à repercussão negativa, abriu mão da candidatura à Presidência 41 dias após a operação. Murad informou que metade do montante pertencia ao ex-sócio Luiz Carlos Cantanhede Fernandes.
Diante deste cenário, José Sarney sabe que a única chance que tem contra Flávio Dino é que um Caso Lunus atinja o atual governador. As contradições da Operação Pegadores e a falta de relação dos supostos desvios de verbas com Dino sepultaram a primeira tentativa do oligarca em macular a imagem do governador.
O certo é que Sarney não vai desistir. Ele sabe que uma operação bem sucedida pode arrasar pretensões eleitorais, como foi com Roseana Sarney em 2002.
O problema é que Flávio Dino mostra ser um governador sério, transparente e honesto, bem diferente da sua filha e do seu genro.

Reforma política libera debandada de eleitos por partidos nanicos

A Folha 
Pedro Ladeira/Folhapress
Plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília, em votação da reforma política
Plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília, em votação da reforma política
MARCO RODRIGO ALMEIDA
DE SÃO PAULO
A reforma política aprovada pelo Congresso irá facilitar a debandada de eleitos por partidos nanicos.
Políticos de siglas que não atingirem o mínimo de votos estipulados pelas novas regras eleitorais poderão mudar de legenda, sem risco de perda do mandato.
Uma cláusula de desempenho instituída pela reforma veta o repasse de recursos públicos do fundo partidário e o acesso gratuito à propaganda no rádio e na TV aos partidos que não conseguirem em 2018 pelo menos 1,5% dos votos válidos nacionais para a Câmara dos Deputados. Em 2030, o patamar chegará a 3% dos votos válidos.
Tomando como base a eleição de 2014, um levantamento da Folha apontou que 14 das 32 agremiações existentes na época não ultrapassaram o piso inicial de 1,5% dos votos.
A brecha aberta agora para a migração partidária, portanto, seria uma forma de compensar candidatos vitoriosos que poderiam ter sua atuação prejudicada por restrições impostas a seus partidos.
“Essa possibilidade faz sentido no cenário de transição que viveremos nos próximos anos. Com a cláusula de desempenho, muitos deputados terão suas carreiras ameaçadas. Então a licença para trocar de sigla é útil para configurar uma nova realidade”, avalia Diogo Rais, professor da Faculdade de Direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie.
Para Walber de Moura Agra, procurador de Pernambuco e coautor de “Elementos de Direito Eleitoral”, a medida gera algumas distorções.
“Sou contrário a ela, mesmo com a permissão normativa. Isso enfraquece os partidos políticos, quando precisamos densificá-los.”
Na prática, é comum que eleitos por partidos nanicos busquem alternativas para migrar para os de maior porte, em busca de condições mais vantajosas de atuação.
Dos 25 deputados federais que se elegeram em 2014 por siglas que não atingiram 1,5% dos votos válidos, 18 mudaram de grupo. Foram beneficiados sobretudo por uma janela excepcionalmente aberta pelo Congresso em 2016 que autorizava as migrações durante um mês daquele ano.
Embora irrisórias diante do total de 513 deputados na Câmara, as 18 desfiliações tiveram forte impacto em suas agremiações. Quatro siglas nanicas perderam todos os seus eleitos na casa: PSDC, PMN, PRTB e PTC.
“Essa nova brecha erra ao proteger um mandato específico, e não os partidos, não a pluralidade do sistema. A sociedade precisa de mais representação política na Câmara”, diz Carlos Massarollo, presidente do PMN.
JUSTA CAUSA
Nos últimos anos, o troca-troca nos partidos vem sendo barrado por leis mais rigorosas. Decisão do Supremo Tribunal Federal estabeleceu que nos cargos do sistema proporcional (vereadores, deputados estaduais e federais) o mandato pertence ao partido. A desfiliação, com algumas poucas exceções, implicaria a perda do posto.
Uma lei de 2015 define como “justa causa” para a troca apenas três hipóteses: grave discriminação pessoal; desvio reiterado do programa partidário por parte das siglas; ou que a mudança seja efetuada durante o período de 30 dias que antecede o prazo final de filiação exigido em lei (seis meses antes do pleito) para concorrer ao pleito.
A brecha introduzida agora pela reforma política em relação aos nanicos cria uma espécie de quarta justa causa.
“Isso é um absurdo, é premiar a infidelidade”, contesta José Maria Eymael, presidente do PSDC, partido que perdeu para o Podemos seus dois deputados federais eleitos em 2014. “Não há motivo para trocar de sigla.
Mesmo com todas as restrições, um bom político não será prejudicado. Se tiver capacidade e desejo, não há barreira.”
O deputado Carlos Andrade (PHS-RR) tem opinião contrária. Manteve-se fiel ao partido nanico pelo qual se elegeu em 2014, mas não descarta mudar de casa se for reeleito sem que o PHS atinja o mínimo de votos exigidos.
“Não adianta ser um zumbi durante o mandato, sem participação efetiva. Com o corte do fundo partidário, os deputados serão muito prejudicados na comunicação com as bases de seus Estados”, considera.
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O QUE DIZ A LEI
Na eleição de 2018, cada partido precisará ter ao menos 1,5% dos votos válidos nacionais a deputado federal, distribuídos em pelo menos um terço dos Estados. Em 2030, o patamar chegará a 30% dos votos válidos. Caso contrário, as siglas ficarão sem acesso ao fundo partidário e a tempo gratuito no rádio e na TV
MUDANÇA PERMITIDA
Os eleitos por partidos que não preencherem os requisitos da cláusula de desempenho poderão se filiar a outro partido, sem perda do mandato
QUEM PODE SER AFETADO
Na última eleição, 14 partidos não conseguiram obter pelo menos 1,5% dos votos nacionais (veja abaixo). Eles elegeram 25 deputados federais, dos quais 18 foram para outras agremiações
Cerco aos nanicos
Cerco aos nanicos

Quase metade dos municípios decretou emergência ou calamidade

Entre os anos de 2003 e 2016, praticamente metade dos 5.570 municípios do país foi obrigada a decretar, pelo menos uma vez em sete anos diferentes, situação de emergência ou estado de calamidade pública em virtude de secas e estiagens. De acordo com o relatório pleno de Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil 2017, divulgado hoje (4) pela Agência Nacional de Águas (ANA), do total de cidades afetadas por longos períodos sem chuva, 1.794 são da Região Nordeste.
No mesmo período, de acordo com o relatório, 48 milhões de pessoas foram afetadas por secas (duradoura) ou estiagens (passageiras) no Brasil. Ao todo, foram registrados 4.824 eventos de seca com danos humanos. Somente no ano passado, 18 milhões de habitantes do país foram afetados por fenômenos climáticos que provocaram escassez hídrica. Desse total, 84% viviam na Região Nordeste.
Ainda conforme o relatório, o Nordeste registrou 83% dos 5.154 eventos de secas registrados no país entre os anos de 2003 e 2016, que prejudicam a oferta de água para abastecimento público, geração hidrelétrica, irrigação, produção industrial e navegação.
Em sua terceira edição, o relatório pleno de Conjuntura dos Recursos Hídricos é composto por dados de mais de 50 instituições parceiras da ANA e faz uma radiografia da situação das águas do país.
Conforme o levantamento, secas e cheias representaram 84% dos quase 39 mil desastres naturais entre 1991 e 2012, afetando cerca de 127 milhões de brasileiros. No período de 1995 a 2014, as perdas decorrentes desses problemas chegaram a R$ 182,7 bilhões. Em media, os prejuízos são de R$ 9 bilhões por ano ou aproximadamente R$ 800 milhões por mês.
Enxurradas
Se a seca causou impacto nas cidades nordestinas, o relatório mostra que as fortes chuvas e as cheias atingiram especialmente municípios do Sul do país. Entre 2003 e 2016, 47,5% dos municípios do país declararam situação de emergência ou estado de calamidade pelo menos uma vez por causa de cheias. Desses, 55% (1.435) ficam no Sudeste ou no Sul.
“Ao contabilizar eventos de cheia, o Conjuntura informa que entre 2013 e 2016 um total de 7,7 milhões de brasileiros sofreram com os impactos dos diferentes tipos de cheias: alagamentos, enxurradas e inundações. Apenas em 2016, cerca de 1,3 milhão de habitantes sofreram com a água em excesso” diz trecho do relatório.
No período, Santa Catarina e o Rio Grande do Sul tiveram 44% dos registros de eventos de cheias associados a danos para pessoas no país.
Consumo
De acordo com o relatório, em média, por ano, do total de água retirada dos rios, córregos, lagoas, lagos e reservatórios no país, 46,2% vão para irrigação, 23,3% para abastecimento urbano, 10,3% para termoelétricas, 9,2% para a indústria, 7,9% para abastecimento animal, 1,6% para abastecimento rural e o mesmo percentual para mineração.
Do total de água consumida no país, 67,2% são utilizadas para irrigação, 11,1% no abastecimento animal, 9,5% na indústria, 8,8% no abastecimento urbano, 2,4% no abastecimento rural, 0,8% na mineração e 0,3% nas termoelétricas.
Segundo o estudo, a demanda por uso de água no Brasil é crescente, com aumento estimado de aproximadamente 80% no total retirado de água nas últimas duas décadas. “Até 2030, a previsão é de que a retirada aumente em 30%”, mostra o relatório. De acordo com a ANA, a evolução do uso da água está diretamente relacionada ao desenvolvimento econômico e ao processo de urbanização do país. Com informações da Agência Brasil.

Governador Brandão entrega e vistoria obras em Pinheiro e Bequimão neste final de semana

  O governador Carlos Brandão cumpre importantes agendas neste sábado (4) e domingo (5), a partir das 8h, nas cidades de Pinheiro e Bequimão...