terça-feira, 1 de julho de 2014

DILMA PREFERE FLÁVIO...

Não resta a menor dúvida sobre isso. O candidato de Dilma é Flávio Dino. Foi o que ela disse na Convenção Nacional do PC do B. Flávio é praticamente unanimidade, pois todos os principais candidatos a presidente o apoiam. Ele também é o candidato de Eduardo Campos e de Aécio Neves. E é isso mesmo, um fato perfeitamente compreensível, pois todos sabem que ele é o candidato do povo maranhense do qual nenhum deles quer ficar longe.
Já pensaram no que aconteceria naquela fajuta pesquisa – que não especifica nem os municípios onde foi feita – se a pergunta maquiavelicamente preparada fosse assim: “você votaria no candidato da Dilma Rousseff, Flávio Dino?’’ Ou então “você votaria no candidato do senador José Sarney e Roseana Sarney, Edinho Lobão?”. Certamente seriam mais de sessenta por cento de diferença. O dobro da diferença real, que é acima de trinta por cento.
E o óbvio aconteceu: José Sarney não é candidato a mais uma reeleição para o senado. Todos sabiam, ele próprio sabia que não tinha mais condições políticas de ser candidato. Sua sede de poder o levou a insistir na candidatura e com isso acabou maltratado pelo próprio PT.
E foi cruel a fala do governador Camilo Capiberibe sobre Sarney. As vaias estrondosas que recebeu na frente de Dilma, então, é preferível nem comentar... Perdeu ali as condições de sair por cima, o que só seria possível se sua saída houvesse sido proclamada muito tempo antes. Mas a perspectiva da perda de poder obliterava seu raciocínio e não o deixava desistir da candidatura. Quando finalmente o fez, foi apenas para evitar a derrota que o apavorava. Foi abandonado pelo PT e, o pior, por Lula. Certamente para alívio de Dilma.
Naturalmente, preocupado com as consequências inevitáveis, apressou-se a dizer que não estava se aposentando e que manteria seu prestígio até morrer. Fato é que Sarney realmente foi um dos políticos mais poderosos do Brasil, em todos os tempos. Nos anos recentes, contudo, muito se deveu ao apoio incondicional de Lula. Quando o ex-presidente cansou, Sarney não teve mais forças para mover a seu favor o quadro político amapaense. E, mais dolorido ainda, ele sabe que o que aconteceu lá teve a concordância do poder central.
Se compararmos Sarney, por exemplo, a Antônio Carlos Magalhães, considerado benfeitor da Bahia, como facilmente se constata naquele estado, obviamente nos vemos que Sarney chegou mais longe em seu poder, pois ocupou o cargo de  presidente da República por 5 anos, o que ACM nunca conseguiu. O poder de ACM declinou a partir do tempo de Itamar Franco e o de Sarney só teve um período menor durante o curto governo de Fernando Collor de Melo. Com Lula no poder, ACM viu o seu poder diminuir muito. Em contrapartida, Sarney viu o seu chegar ao máximo. A verdade é que ele foi muito mais poderoso no governo Lula do que em seu próprio governo como presidente.
Ambos, ACM e José Sarney,  foram implacáveis com seus adversários e não permitiam sombra ou ameaça ao seu poder. Cruel na vingança, Sarney se divertia com a rendição dos que se amedrontavam. Ele os atraia para liquidá-los politicamente. Aqueles que resistiram, ou o derrotaram politicamente, muito poucos, ele armava para desmoralizá-los, humilhá-los, sem contemplação. Jackson Lago é um exemplo. E, claro, foi o que tentou fazer comigo também.
Mas a maior diferença entre ambos é que ACM amava a Bahia e sempre lutou para fazer desse estado um dos mais fortes do país. E mesmo sem chegar a presidência, conseguiu seu intento. Sarney, o mais poderoso político contemporâneo, não dava a menor importância para os projetos que poderiam ter transformado o nosso estado social e economicamente. E o seu legado, depois de ter exercido tanto poder, é o Maranhão atrasado, pobre, com os piores indicadores sociais do país, como o IDH. Não há como fugir disso, pois o senador teve tanto poder que, se se interessasse pelo Maranhão, teria feito como ACM fez e promoveria a completa transformação do nosso estado. Repito: teve tanto poder que, além de ter exercido a presidência do país, foi por quatro vezes presidente do Senado e sua filha Roseana foi governadora por quatro mandatos.
Essa constatação não pode ser modificada. Está aí nos anais da história do nosso estado.  Ninguém poderá mudar.
E o que ficou depois de tanto poder e de tanto domínio sobre o país? Uma realidade implacável e dura de descaso para com o Maranhão e seu povo.
Mesmo assim, Sarney afirma que vai manter o prestígio, mas o poder já não será o mesmo, ele sabe disso. O que talvez não saiba é como conviver com essa verdade. Assim caminha a política...
E para concluir, Roseana Sarney escolheu para a sua despedida um fechamento com chave de ouro que é enganar mais uma vez os prefeitos do Maranhão. Criou o Fundema, a nova arca do tesouro da família, e promete repassar uma fortuna para cada prefeito se, evidentemente,  votarem em seu candidato. Acontece que o Fundo é ilegal e imoral. O contrato com o BNDES não permite tal uso para essa verba, que, se for aplicado de forma ilegal, permite ao banco receber o dinheiro de volta integralmente. Estão apenas enganando os prefeitos, que acabarão tendo problemas. Não passa de mais uma tentativa de usar dinheiro público na eleição.
Ela, que nunca ajudou os municípios e sempre quis transformar os prefeitos municipais em empregados obedientes, tenta enganá-los mais uma vez. É o habito. É da sua natureza.
Pois bem, leitores e amigos, agradecendo ao Jornal Pequeno e a todos vocês que sempre me honraram com sua leitura, despeço-me. Até breve e meu caloroso obrigado!

"Ejaculação precoce" Justiça Federal proíbe FUDEMA de transferir empréstimo do BNDS ...

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Juiz vê possibilidade de uso eleitoreiro de empréstimo de mais de R$ 4,5 bilhões no pleito de 2014 e cita Roseana Sarney como reincidente em compra de apoio político.
Jornal Pequeno
A Justiça Federal decretou na tarde de ontem (30) a suspensão dos atos do Fundema (Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento dos Municípios do Maranhão) por irregularidades nos seus mecanismos e pela possibilidade de uso de mais de R$b 4,5 bilhões em compra de apoio político. A liminar determina que Roseana Sarney e seu secretariado se abstenham de transferir verbas dos empréstimos feitos junto ao BNDES entre os anos de 2009 e 2012.
A alegação acolhida pelo juiz federal Jorge Ferraz de Oliveira Júnior, que responde pela 5ª Vara da Justiça Federal no Maranhão, é de que a burla às leis de fiscalização, a aprovação da lei em menos de 10 dias e a proximidade das eleições são indícios suficientes para pedir a imediata suspensão da transferência direta dos valores provenientes do empréstimo do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social), pelo Fundema.
Violação de cláusulas do contrato com o BNDES e desrespeito a Lei de Licitações (lei 8.666/93) foram apontados na decisão como fatores indicativos de que a lei que instituiu o Fundema pudesse ter desvio de finalidade. Isto é, em vez dos recursos serem usados para realizar obras, poderiam ser destinados para compra de apoio político.
A lei aprovada com extrema agilidade pela Assembleia Legislativa, de acordo com a decisão, “permite que recursos sejam utilizados para pagar obras anteriores às transferências de recursos para o Fundema”, inclusive liquidando obras anteriores ao empréstimo. Isso faria com que as contratações feitas para a a execução dos desses serviços não pudessem ter a fiscalização necessária, a começar pela não publicação do aviso de licitação no Diário Oficial da União.
Segundo o juiz, há grande possibilidade de que os R$ 4,5 bilhões resultantes de empréstimos feitos pelo Governo do Estado na gestão de Roseana Sarney (PMDB) possam ser usados com fins eleitoreiros. Com base no parecer da Procuradoria Geral da República, que atestou o uso de convênios para comprar apoio político e eleitoral nas eleições de 2010, o juiz federal afirmou que “a proximidade das eleições impõe a imediata concessão da liminar”.
A decisão foi originada de ação popular movida pelos deputados Marcelo Tavares (PSB), Rubens Peireira Júnior (PCdoB), Othelino Neto (PCdoB) e Bira do Pindaré (PSB), que denunciaram à Justiça Federal a grande probabilidade de que o valor emprestado pelo Governo Federal fossem desviados em “transações eleitoreiras”.
O juiz afirmou ainda que a lei, nos moldes como foi aprovada, não dotou mecanismos de fiscalização, transparência e controle adequados. Em clara referência a casos de corrupção, Jorge Ferraz Júnior afirmou que a liminar tem por objetivo maior “evitar prática comum em diversas ações por improbidade”, como saque na boca do caixa. Esse tipo de uso da verba pública maior fiscalização de aplicação dos recursos e exige transparência nas transações financeiras na administração pública, “cautela essa que a lei instituidora do Fundema não adotou”, diz a decisão.
Com a liminar emitida ontem e encaminhadas a Roseana Sarney, João Bernardo Bringel (secretário de Planejamento do Governo do Estado) e Luciano Coutinho (presidente do BNDES), o Governo do Estado volta a ser o gerente dos mais de R$ 4,5 bilhões adquiridos em empréstimo feito junto ao Governo Federal ao longo de 3 anos – restabelecendo as regras do contrato firmado para que o próprio Governo Estadual seja o responsável pelas obras.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Flávio Dino diz que vai vencer a eleição no primeiro turno

Do: http://gilbertolimajornalista.blogspot.com.br

Em uma convenção que vai ficar para a história, o PCdoB acaba de confirmar a candidatura de Flávio Dino ao governo do Maranhão. Realizada no Centro de Convenções Pedro Neiva de Santana, no Calhau, em São Luís, a convenção reuniu milhares de lideranças políticas e militantes de diversos municípios do Maranhão, lotando as dependências do centro. Outros partidos que integram a aliança em torno da candidatura de Flávio Dino, como PDT e PSB, também realizaram suas convenções nesta manhã de domingo(20), no mesmo local. Foram confirmadas a candidatura do deputado Carlos Brandão(PSB), a vice-governador, e de Roberto Rocha(PSB), ao Senado.

Dino destacou a necessidade de se fazer investimentos em educação, com implantação do ensino profissionalizante em todas as escolas do Estado. Nesse ponto, citou o exemplo do Ceará, que melhorou os indicadores depois da implantação de cursos profissionalizantes nas escolas de ensino médio. Na área da segurança, voltou a dizer que a meta é dobrar o efetivo da Polícia Militar.


Liderando todas as pesquisas com mais de 30% de vantagem para o segundo colocado,  Flávio Dino, em um discurso marcado pela emoção, disse que o objetivo é trabalhar para vencer a eleição no primeiro turno.

- Não tem máquina. Não tem dinheiro que vá consegui nos vencer. O dinheiro que eles têm, não é deles. O dinheiro é produto de crimes e querem usar para cometer mais crimes – disse, em referência às suspeitas de possível uso da máquina do estado em favor do candidato da oligarquia, através de convênios fraudulentos com prefeitos do interior.

Disse, ainda, que a campanha será sem ódios, de braços abertos, de mãos dadas. Será a campanha da fé, da esperança e da alegria.

Família sem negócios com o governo

Dino fez questão de ressaltar a alegria de ter, presente na convenção, toda a sua família, ao lado das famílias do candidato a vice-governador, Carlos Brandão, e do candidato ao Senado, Roberto Rocha. Em seguida, deixou claro que nenhum parente terá negócios com o governo.

- A minha família não vai participar de nenhum roubo do dinheiro público. Ela não vai ter negócios no governo. Vou ser governador de todas as famílias. Tenho mãos limpas, sou ficha limpa e não vou decepcionar e envergonhar ninguém – reiterou o candidato comunista.

Dino fez questão de ressaltar que não é herdeiro de nenhuma oligarquia. Ressaltou que é herdeiro, sim, das lutas sociais, das lutas do povo, do sentimento da população.

Finalizando, conclamou a militância à vitória.


- Nós vamos vencer a eleição porque vocês estão aqui e em todos os lugares. Vamos a uma grande vitória!

“Eu vou ser governador de todas as famílias do Maranhão”, afirma Flávio Dino Leia mais no site - http://www.marrapa.com/

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Durante seu discurso na Convenção da Mudança, realizada pelo PCdoB, PDT, PSB e PPS, com participação também de PSDB, PP, PTC, PROS, Solidariedade e Militância Petista, que aconteceu na manhã deste domingo (29), no Centro de Convenções Pedro Neiva de Santana, em São Luís, e contou com a presença de mais de dez mil pessoas, Flávio Dino homologou sua candidatura e enfatizou suas propostas para governar o estado. “Nenhum império dura para sempre. Nós iremos proclamar a república no Maranhão”, afirmou.
Após discorrer sobre a situação atual do saneamento básico no Maranhão, onde metade da população não tem água e banheiro em casa, Flávio falou sobre a criação do programa “Água para Todos”, que pretende levar água encanada e banheiro a todos os que não os possuem. Ao saudar a juventude, Flávio Dino garantiu a construção de Universidades estaduais regionalizadas, com autonomia administrativa, para ampliar o número de vagas gratuitas e públicas e aproximar as instituições das comunidades. Além disso, garantiu a criação das escolas técnicas estaduais. “Nós vamos garantir escolas técnicas estaduais, integradas ao ensino médio, para a juventude do nosso estado”, afirmou.
Flávio também falou sobre a situação da saúde no Estado, lembrando pacientes que esperam um longo tempo por vagas em hospitais públicos. Flávio enfatizou a criação do “Mais Médicos” estadual. “O programa significa formar médicos maranhenses, apoiar as escolas de medicina do estado do maranhão, fazer uma carreira boa aos médicos daqui para que eles possam se dedicar aos maranhenses”, declarou.
Quando falou da segurança, Flávio Dino relembrou que atualmente a cidade passa por um momento de insegurança geral. Para isso, falou sobre o programa “Pacto pela Vida”, que vai dobrar o número de policiais e garantir segurança as famílias.
No campo da Assistência Social, o Programa “Minha Casa, Meu Maranhão” transforma o governo do estado em parceiro do Governo Federal, e vai reformar ou construir 200 mil casas. Além disso o Cadastro único dos Programas Sociais no Estado do maranhão vai permitir ampliar e integrar os programas sociais dirigidos à erradicação da pobreza no Estado. O programa Bolsa Família do Governo Federal será ampliado com o Cartão Material escolar, que vai garantir verba para ajudar na compra de materiais escolares para as crianças em idade escolar.
Ao final de seu discurso, Flávio Dino confirmou seu compromisso com o público: “Eu não vou ser governador da minha família, mas de todas as famílias do Maranhão”, ressaltou.
O ato político também oficializou as candidaturas de Carlos Brandão a vice, e também os candidatos a deputados estaduais e federais.


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sexta-feira, 27 de junho de 2014

O OUTONO DO PATRIARCA

Depois de ler o excelente “Honoráveis bandidos”, de Palmério Dória, lançado em 2009, tive uma certeza: o livro, cujo título aproveita expressão usada por Karl Marx mais de um século atrás, teria consequências na esfera judicial. Se seu conteúdo fosse verdadeiro, não haveria como integrantes do clã Sarney,a começar pelo chefe, não irem parar na cadeia.
Se fosse falso, Palmério Dória não escaparia de uma condenação.
Nada aconteceu. O livro chegou a estar em segundo lugar, durante algumas semanas, na lista dos mais vendidos, mas tudo parou por aí. O único incidente maior foi a tentativa frustrada de impedir, por meio de capangas, o lançamento da obra em São Luís. Sarney negou que tivesse responsabilidade pelo acontecido.
Nestes dias, quando ele anunciou que não mais se candidataria a um cargo público, me veio à cabeça outra obra, “O outono do patriarca”, do genial Gabriel Garcia Marquez.
História de um personagem que, em alguns momentos, lembra Odorico Paraguassu, de Dias Gomes, o livro de Gabo narra uma absurda história de um ditador solitário num país imaginário no Caribe. Ele estava no poder há tanto tempo que nem se sabe quanto e tinha uma idade entre 107 e 232 anos.
Pois Sarney se assemelha tanto a Odorico, como ao patriarca de Gabo. E fez do Maranhão um palco para o realismo fantástico digno de uma Macondo.
Em 1954, há 60 anos, portanto, tentou uma cadeira de deputado federal pelo Maranhão, tendo ficado como suplente. Na eleição seguinte, em 1958, conseguiu eleger-se para a Câmara, tendo sido reeleito em 1962. Embora filiado à UDN, apoiava o presidente João Goulart, exercitando já naquela época uma incomensurável vocação para o adesismo.
Com o golpe em 1964, fez todos os malabarismos possíveis junto aos militares para evitar a cassação de seus direitos políticos. A bajulação teve resultado e ele manteve o mandato. Manteve Um ano depois, já fervoroso adepto da ditadura, foi eleito governador do Maranhão. A partir de 1970 foi senador.
Na ditadura foi durante longos anos presidente do partido que a dava sustentação parlamentar, a Arena. Era o principal porta-voz, no Congresso, dos militares que tinham usurpado o poder. Quando a ditadura começou a fazer água, bandeou-se para a oposição, juntamente com Antônio Carlos Magalhães e outras figuras de triste lembrança.
Em troca dos votos da dissidência da Arena que deu origem ao PFL no colégio eleitoral que escolheu o sucessor do general Figueiredo na Presidência, conseguiu o cargo de vice na chapa de Tancredo Neves.
Com a morte deste último, a Presidência da República caiu-lhe no colo. Fez um governo medíocre, conquistando o merecido título de campeão da inflação, que, nos 12 meses de 1987, chegou ao índice recorde de 366%.
Deixou a Presidência e voltou ao Senado, tendo estado na linha de frente no apoio a todos os governos que se sucederam, com a exceção do de Fernando Collor, que, com seu estilo destemperado, o classificava de “ladrão” no rádio e na TV. Hoje os dois são aliados.
Apoiou Itamar Franco, Fernando Henrique e Lula. E apoia Dilma Roussef. Quando esteve ameaçado de perder a eleição no Maranhão, estado que seu clã controla há 60 anos e tem os piores indicadores sociais do país, transferiu o domicílio eleitoral para o Amapá. Conseguiu manteve um lugar no Senado. Desnecessário dizer que mal visita o estado pelo qual se elegeu.
Sua decisão de se aposentar é uma notícia alvissareira. Ele é um legítimo representante do que há de mais atrasado em nossa política.
Que descanse em paz.
Wadih Damous é presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos da OAB e da Comissão da Verdade do Rio  de Janeiro

LULA USA CONVENÇÃO REGIONAL DO PT PARA ATACAR A IMPRENSA

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Convenção do PT serve de palco para ataques de Lula (Foto: divulgação)
A convenção regional do Partido dos Trabalhadores na Bahia serviu de palco para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva defender a contratação sem licitação da Petrobras para explorar o volume excedente de óleo em campos de petróleo do pré-sal. Além de defender Dilma Rousseff, sua afilhada política, Lula fez seus costumeiros ataques a atuação da imprensa brasileira.
“Essa mulher (Dilma), antes de ontem, anunciou uma coisa extraordinária para a Petrobras”, defendeu Lula, e prosseguiu “a presidente Dilma pegou uma área de petróleo, essa área que demos como cessão onerosa, que tinha muito mais que 5 bilhões de barris de petróleo, e ela fez outra concessão para a Petrobras. E a Petrobras vai pagar por isso R$ 15 bilhões ao governo até 2018. Ou seja, a Dilma fez o que 98% dos brasileiros quer que ela faça, que é fortalecer a empresa mais importante que nós temos neste país”, discursou o ex-presidente, ao lado de Dilma, em Salvador.
Jornais brasileiros classificaram a operação como uma manobra para auxiliar o Executivo federal a cumprir sua meta de superávit primário, o que gerou a reclamação do ex-presidente. “Como a imprensa reagiu? Algumas manchetes dos jornais diziam ‘Dilma faz concessão à Petrobras para resolver seu problema de superávit primário’. Achando que isso foi uma jogada para resolver problema de governo e cumprir superávit. Outro dizia que a Dilma, mais uma vez, burla o mercado porque não faz licitação. Outro dizia ‘cai a desconfiança do governo no mercado internacional”, ressaltou Lula.

Abre o olho, Lobão! Dilma afaga Flávio Dino em convenção



No mesmo dia em que o PT Nacional vetou mais uma vez a indicação de um candidato a vice-governador na chapa do senador Edison Lobão Filho, candidato ao Governo do Estado pelo PMDB, a presidente Dilma Rousseff (PT) fez um senhor afago no principal adversário do peemedebista, Flávio Dino (PCdoB).
Durante a convenção nacional dos comunistas, realizada hoje (27), em Brasília, a presidente referiu-se ao pré-candidato do PCdoB como “nosso Flávio Dino, candidato a governador do Maranhão”, ao saudar o pré-candidato, que compunha a mesa dos trabalhos.
Durante a convenção, o PCdoB confirmou o apoio à reeleição de Dilma. Dino deve usar isso para tentar desvincular sua imagem da de Aécio Neves, pré-candidato a presidente do PSDB, partido que indicou o candidato a vice-governador na chapa do comunista.
A notícia não foi bem recebida no comando da campanha do PMDB.

Governador Brandão entrega e vistoria obras em Pinheiro e Bequimão neste final de semana

  O governador Carlos Brandão cumpre importantes agendas neste sábado (4) e domingo (5), a partir das 8h, nas cidades de Pinheiro e Bequimão...