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sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Preso mais um suspeito por morte brutal de adolescente A vítima foi esquartejada, queimada e teve partes do seu corpo jogadas no mangue

Por Nelson Melo
Miqueias Augusto Oliveira Silva, o “Mil Graus”, de 19 anos – que vinha sendo procurado por conta da morte brutal da adolescente Raíssa Melo Diniz, 17, crime ocorrido no Alto da Esperança, no último dia 13 de novembro – se entregou, na manhã de ontem (25). Ele confessou no 5º Distrito Policial (DP), Anjo da Guarda, que aplicou um “mata-leão” na garota e que a enforcou com um fio.
Segundo esclarecido pelo delegado Walter Wanderley, titular do 5º DP, a mãe de Miqueias procurou auxílio com um pastor, ex-policial civil, que entrou em contato com um investigador de Polícia Civil, para que este providenciasse o deslocamento de “Mil Graus” à Superintendência de Homicídios e Proteção a Pessoas (SHPP). Lá, o suspeito foi recebido pelo delegado Arthur Benazzi, que o encaminhou ao distrito policial do Anjo da Guarda, onde o assassinato da jovem está sendo investigado.
Conforme Wanderley, o criminoso – que estava em prisão domiciliar, após ter sido preso em 2014 por roubo e ser solto em junho deste ano – narrou poucos detalhes da emboscada que Raíssa sofreu, e não citou os nomes dos comparsas alegando que poderia ser morto a qualquer momento caso fizesse a delação. Do 5º DP, Miqueias foi levado ao Complexo Penitenciário de Pedrinhas, pois já havia um mandado de prisão preventiva em seu desfavor, embora o tempo do flagrante tivesse expirado.
A morte da garota: Walter Wanderley descreveu que Raíssa Melo foi atraída por Elias Fernando Bandeira Alves, 18, o “Coiote”, para a casa dele, que era utilizada como ponto de encontrado entre integrantes da facção Bonde dos 40. Ele conseguiu persuadi-la usando como atrativo a droga conhecida como “loló”, e, na residência, ela e o suspeito teriam consumido o entorpecente. Depois que a adolescente ficou dopada, Miqueias Augusto entrou e a surpreendeu por trás com um “mata-leão”, provocando seu desmaio.
Depois, jogaram-na em um balde e a cobriram com um lençol. Em seguida, transportaram a garota a um mangue, onde arremessaram a jovem em um tanque. “Mil Graus”, Elias e mais três cúmplices atearam fogo na vítima, e é possível que ela ainda estava viva quando foi incinerada. Os suspeitos, por fim, esquartejaram Raíssa, cujos pedaços foram distribuídos em um esgoto.
As partes carbonizadas do corpo dela só foram encontrados na sexta-feira (18), ainda no bueiro. No mesmo dia, um adolescente de 15 foi apreendido como um dos envolvidos no esquartejamento. Ele entregou todos os comparsas, que, a pedido do delegado Walter, tiveram mandados de prisão preventiva decretados pelo Poder Judiciário.

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