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terça-feira, 27 de setembro de 2016

Encerramento do Setembro Verde reúne milhares de pessoas em prol da doação de órgãos

Mobilização foi realizada na Avenida Litorânea para sensibilizar a população sobre a doação de órgãos. Foto: Gilson Teixeira/Secap
Mobilização foi realizada na Avenida Litorânea para sensibilizar a população sobre a doação de órgãos. Foto: Gilson Teixeira/Secap
Todos unidos para salvar vidas a partir da doação de órgãos. Com este foco, a campanha Setembro Verde reuniu milhares de pessoas em uma caminhada pela solidariedade aos que aguardam por um órgão para transplante. Quem saiu de casa para participar do evento, na tarde de sábado (24), reforçou a importância da doação de órgãos. A caminhada foi realizada na Avenida Litorânea, partindo da Praça do Pescador, e marcou o encerramento das ações do período. O evento foi promovido pelo Governo do Estado, por meio da Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos (CNCDO/MA), órgão da Secretaria de Estado de Saúde (SES). Além da caminhada, a CNCDO/MA promove palestras nas escolas e realiza mobilizações com os estudantes universitários.
A fila de espera no Maranhão é de 811 pacientes aguardando para o transplante de córnea e 142 na fila por um rim. A previsão é que no primeiro semestre do próximo ano o estado se habilite para realizar transplante de fígado, coração e tecidos ósseos. “A importância desta campanha é que mais pessoas vão falar sobre doação e sensibilizar mais pessoas e que avisem suas famílias, pois, no Brasil, é a família que autoriza a doação”, disse a médica e coordenadora da CNCDO/MA, Maria Inês Gomes de Oliveira.
Mobilização foi realizada na Avenida Litorânea para sensibilizar a população sobre a doação de órgãos. Foto: Gilson Teixeira/Secap
Mobilização foi realizada na Avenida Litorânea para sensibilizar a população sobre a doação de órgãos. Foto: Gilson Teixeira/Secap
A programação durante o Setembro Verde promoveu mais de 30 palestras nas unidades de saúde e instituições acadêmicas destacando aspectos relevantes da doação. Com o tema ‘Minha família já sabe! Sou doador de órgãos’, a campana foi pensada para sensibilizar os familiares da necessidade do consentimento e de sua autorização para que a doação possa ser realizada. E, ainda, para que o futuro doador informe sua família do desejo de doar. Na capital, 20 hospitais, entre particulares e públicos, são reconhecidos como unidades notificadoras de doadores de órgãos pela CNCDO/MA. O Hospital Dr. Carlos Macieira (HCM), vinculado à Secretaria de Estado da Saúde (SES), ocupa a segunda posição em notificação de doadores.
“Estamos apoiando este trabalho de forma direta trabalhando com nossos alunos para que se conscientizem de que a doação é importante. Pensamos sempre que quem pode precisar é um desconhecido, mas pode ser alguém de dentro da nossa casa, da nossa família. Todos devemos somar nesta causa”, afirmou a enfermeira e professora Sandra Carvalho.
Para a estudante de Fisioterapia Aline Nayara Silveira, 23 anos, a campanha reforça a importância da solidariedade a quem vive a angústia de lutar pela vida enquanto espera por um órgão. “É um compromisso que todos têm que assumir”, disse.
Coordenadora da Caminhada, Maria Inês Gomes, destacou a importância da família autorizar a doação. Foto: Gilson Teixeira/Secap
Coordenadora da Caminhada, Maria Inês Gomes, destacou a importância da família autorizar a doação. Foto: Gilson Teixeira/Secap
O Maranhão é habilitado para realizar transplantes de rins e córneas, no Hospital Universitário Presidente Dutra (HUUFMA). A unidade hospitalar é referência e única do estado credenciada pelo Ministério da Saúde (MS) para este tipo de procedimento. Porém, o número de transplantes realizados é considerado abaixo da média nacional. De janeiro até a o dia 23 deste mês, foram 11 transplantes de rins e 58 de córnea. “Isso reforça a importância da campanha se ampliar e das pessoas se conscientizarem que devem somar nesta causa nobre de salvar vidas”, destacou a coordenadora Maria Inês de Oliveira.
Salvando vidas
A doação de órgãos pode ser feita por pessoas vivas, no caso de um dos rins, parte do fígado, parte da medula óssea e parte do pulmão. Podem se habilitar parentes até quarto grau e cônjuges; e também pessoas sem grau de parentesco, mas com autorização judicial. O outro tipo de doador é o falecido, que em geral são pacientes em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com morte encefálica.
Sandra Carvalho participou da Caminhada e lembrou que todos devem refletir sobre a doação de órgãos. Foto: Gilson Teixeira/Secap
Sandra Carvalho participou da Caminhada e lembrou que todos devem refletir sobre a doação de órgãos. Foto: Gilson Teixeira/Secap
De acordo com o que determina o Ministério da Saúde, doadores falecidos são pessoas em morte encefálica, vítimas de dano cerebral irreversível – como traumatismo craniano ou acidente vascular cerebral (AVC) – que podem doar órgãos e tecidos; e também pessoas que tenham falecido em situação de parada cardíaca que podem doar tecidos. Neste último caso pode ser retirado coração, pulmão, fígado, pâncreas, intestino, rim, córnea, veia, ossos e tendão. Os órgãos são direcionados aos pacientes que aguardam em uma lista única, definida pela Central de Transplantes e controlada pelo Ministério Público.
A coordenadora da Caminhada pontua que as doações de falecidos são as que têm diminuído a espera nas filas para transplantes. “Mas toda doação é muito importante”, enfatizou Maria Inês de Oliveira.

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