quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Atraso no Seguro Defeso causa preocupação nos pescadores em Pinheiro

Pinheiro. Mais uma vez os pescadores artesanais que estão impedidos de trabalhar desde 1º de dezembro passado, por causa do período de defeso das espécies de piracema em rios no Maranhão, reclamam contra o atraso na liberação de parcelas do Seguro Desemprego. A demora no pagamento do benefício ocorre na maior parte do Estado.

Os trabalhadores alegam dificuldades e o quadro se agrava no campo após dois anos seguidos de estiagem. A proibição da pesca das espécies de piracema da água doce estende-se até o dia 30 de março, de acordo com portaria do Ibama. O Seguro Desemprego prevê a liberação de quatro parcelas no valor de um salário mínimo, R$ 724,00, cada.

A portaria do Ibama proibe a pesca com o uso de malhas, o transporte, armazenamento, conservação, beneficiamento, industrialização e comercialização dos peixes de piracema em todas as bacias hidrográficas do Estado.

Nas colônias de pescadores e associações comunitárias na região , a reclamação é geral por conta do atraso no pagamento do benefício. "Mais uma vez os pescadores estão prejudicados", disse o senhor Benedito pescador associado da Colônia Z 13. "Considero esse atraso um desrespeito para com os trabalhadores sofridos".

Antonio da Silva, outro pescador da localidade Vila Mathias, com quatro filhos, disse que aguarda a liberação das parcelas o quanto antes. "Já deveria ter sido liberado pelo menos uma parcela", frisou. "Nós pescadores respeitamos o defeso, mas, desse jeito seremos obrigado a pescar para não passar fome", disse.


De acordo com a presidente da Colônia de Pescadores Z- 13, de Pinheiro,Selma Rodrigues, já houve reunião com os pescadores onde ela avisou que estaria viajando até São Luis para buscar uma solução já que os pescadores aptos têm a documentação devida. "O governo precisa olhar para a situação dos pescadores e apressar a liberação do dinheiro. Essa é uma cobrança que fazemos todos os anos". Garantiu a presidente

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