“O Maranhão tem uma dívida de gratidão com Zé Reinaldo”, afirma Clay Lago.



A médica Clay Lago, viúva do ex-governador Jackson Lago, não costuma conceder entrevistas com frequência. Discreta, define a convivência de 35 anos ao lado do líder pedetista como uma “época de muito aprendizado” e confessa que ficava assustada quando a chamavam de primeira-dama. Quando casou, Jackson já era deputado e candidato a prefeito de Bacabal. Ela já era militante, integrava a Associação Médica de Brasília e participou de movimentos históricos pelas Diretas Já e de manifestações contra a Ditadura Militar.
Presidente do Instituto Jackson Lago, Clay explica que a organização é suprapartidária e agrega pessoas de todos os partidos, inclusive com vários candidatos. A declaração de voto ao deputado federal e candidato ao Senado, Zé Reinaldo Tavares (PSDB) é da cidadã. “Meu apoio é como pessoa física, como pessoa participante que escolhe em quem votar”, justifica.
Apoio fundamental – A viúva de Jackson Lago fez uma reconstituição de toda a trajetória que culminou com a eleição do marido, em 2006, segundo ela, “o acontecimento mais importante da história política contemporânea do Maranhão”. Ela explica que o apoio do então governador José Reinaldo Tavares foi fundamental para a vitória do pedetista. “Foi fundamental somar forças naquele momento e a população estava motivada. O Jackson tinha uma militância, não foi da noite para o dia”, recorda. Em entrevista, a médica cita como características marcantes do esposo a delicadeza e a generosidade, ressaltando que “ele era uma pessoa que ouvia muito”. Abordou as prioridades do líder político em suas administrações como a Saúde.
“Ele era um humanista. O país regrediu muito no aspecto da saúde, eu sempre digo que hoje tem uma farmácia em cada esquina. Jackson fez o Socorrão II, o Socorrão III, que foi fechado, infelizmente. Na minha concepção foi um erro. E fez todas as unidades mistas. Quando foi secretário de Saúde na administração de Cafeteira fez os principais postos de saúde de São Luís”, detalhou.
Sobre o voto a Zé Reinaldo para o Senado Federal, a presidente do Instituto Jackson Lago faz uma reparação histórica: “eu acho que o Maranhão tem um dívida de gratidão muito grande com ele, pelo que ele representou, pelo que ele já fez, pelas posições dele e é por isso que eu vou votar nele”. E deixa uma lição aos eleitores brasileiros. “As pessoas têm que investigar a vida das pessoas. Sempre digo que o Brasil não é pra amador, tem que ser uma pessoa experiente, que tem que ter no mínimo experiência. Você tem que escolher o seus candidatos pela maturidade, pela sua experiência, pela história de vida, como eles se comportam”, conclui.

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