quarta-feira, 3 de maio de 2017

Turma de Filuca mente sobre entrega do restaurante popular de Pinheiro


A turma ligada ao ex-prefeito Filuca Mendes anda desesperada depois que o chefe perdeu as eleições em outubro do ano passado.Por meio das redes sociais, os aliados do ex-gestor espalham mentiras sobre a entrega do restaurante popular de Pinheiro, feita pelo atual prefeito Luciano Genésio.
Segundo eles, Genésio disse que “inaugurou” o restaurante que foi entregue por Filuca em 2015. Eles dizem ainda que a “inauguração” em homenagem ao dia do Trabalhador, 1, serviu com objetivo de tentar enganar a população.Ocorre, que duas publicações nas redes sociais do prefeito Luciano Genésio provam a mentira que estão espalhando na cidade.
Primeiro: o prefeito disse que ia “reinaugurar” o restaurante popular. Segundo: disse ainda que o restaurante foi uma importante obra feita na gestão do seu adversário. “Essa é uma das obras mais importantes deixado pelo ex-prefeito”, escreveu Luciano.Esses são os fatos.

POR LUIS PABLO

STF decide libertar ex-ministro José Dirceu, preso pela Lava Jato

O STF (Supremo Tribunal Federal) concedeu nesta terça (2) habeas corpus ao ex-ministro José Dirceu, preso pela Lava Jato.
A decisão foi tomada pela Segunda Turma do tribunal, da qual fazem parte Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Celso de Mello e Edson Fachin, relator da operação no STF.

O ex-ministro durante sua transferência para prisão no Paraná
Toffoli e Lewandowski votaram pela soltura. Fachin e Celso de Mello defenderam a manutenção da prisão preventiva. Coube a Gilmar Mendes desempatar, com decisão favorável ao petista – ele aproveitou, durante o voto, para criticar os investigadores da Lava Jato.
Dirceu, condenado duas vezes em primeira instância pela Lava Jato, está detido desde 3 de agosto de 2015 em Curitiba.
No entendimento dos três ministros que votaram por soltá-lo, o petista não poderia estar preso porque ainda não foi condenado em segunda instância – os magistrados argumentaram que a Justiça pode aplicar outras medidas cautelares.
Ao pedir habeas corpus, os advogados alegaram ausência de fundamentação da prisão, mantida, segundo a defesa, “sob falaciosa argumentação” de que a medida restritiva que Dirceu cumpria (prisão domiciliar) não era suficiente para que parasse de cometer crimes.
Os ministros do Supremo decidiram soltar Dirceu poucas horas depois de o Ministério Público Federal no Paraná apresentar nova denúncia contra o petista.
Em entrevista, o procurador Deltan Dallagnol afirmou que a denúncia já estava sendo “elaborada e amadurecida”, mas, em razão da análise do habeas corpus pelo STF, “houve a precipitação” de sua apresentação. O objetivo, segundo ele, foi trazer à tona novos elementos, “que podem ser ou não considerados pelo Supremo” para decidir sobre o pedido de liberdade.
O HC a favor de Dirceu segue tendência do Supremo nos últimos dias de conceder liberdade a pessoas presas sob determinado do juiz Sergio Moro, que conduz a Lava Jato na 1ª instância.
Na semana passada, os ministros acataram recursos do ex-tesoureiro do PP João Carlos Genu e do pecuarista José Carlos Bumlai.
Eles já foram condenados em primeira instância, pelo juiz Sergio Moro, mas as apelações ainda não foram analisadas pelo TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4a Região), que julga os recursos das decisões.
Os ministros justificaram que os presos tinham direito de recorrer em liberdade, uma vez que não houve condenação em segundo grau.
Fachin foi voto vencido em todos os casos. Gilmar Mendes já havia dito que o Supremo teria um “encontro marcado com as alongadas prisões de Curitiba”. Na sexta (28), o ministro tirou o empresário Eike Batista da prisão.
CONDENADO
Para os investigadores da Lava Jato, Dirceu é um dos responsáveis por criar o esquema de corrupção na Petrobras quando era ministro da Casa Civil, no primeiro governo Lula, e teve papel de comando nesse esquema.
Em maio de 2015, o juiz condenou o ex-ministro a 23 anos e três meses de prisão pelos crimes de lavagem de dinheiro, corrupção ativa e organização criminosa pela participação no esquema de contratos superfaturados da construtora Engevix com a Petrobras.
Em março de 2017, Dirceu foi condenado pela segunda vez pelo juiz Sergio Moro por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A pena soma 11 anos e três meses de prisão.
A defesa de Dirceu nega os crimes, afirma que ele não interferiu em licitações na Petrobras e diz que o ex-ministro jamais solicitou propina a empresários em troca de contratos na estatal.

TRABALHO E COMPROMISSO: MARCAS DE UMA GESTÃO HUMANIZADA VOLTADA AO CIDADÃO PINHEIRENSE

A cidade de Pinheiro clamava por mudanças, precisava de um gestor diferente, que se preocupasse em cuidar do povo, cuidar da cidade. Apostaram na mudança prometida pelo Luciano e foi dito e feito. As mudanças estão acontecendo. Em apenas 120 dias ele conseguiu mudar e muito o cenário triste em que encontrou o município. E no dia do trabalhador nada melhor do que comemorar a data mostrando seu trabalho.
O antigo CAP hoje CEMP, reabriu as portas. Alguns se perguntaram por que só agora? Segundo a secretaria de saúde, as condições em que a atual administração recebeu o prédio estavam longe das ideias para o atendimento: Máquinas sucateadas, móveis corroídos, estrutura caindo aos pedaços. Para solucionar o problema foram realizadas várias reuniões para traçar uma estratégia.
O antigo CAP tinha poucas especialidades, realizava exames limitados e oferecia outros poucos serviços, então, não foi só o nome que mudou, o CEMP abriu um leque de serviços antes não disponíveis a população, a estrutura foi recuperada, o ambiente melhorado, climatizado e equipado. A área de espera agora tem um cantinho especial para as crianças que enquanto aguardam o atendimento podem se divertir, e um dos diferenciais é a especialidade de pediatria que não existia.
Segundo o secretário de saúde Miranda, a princípio os atendimentos serão feitos com cotas diárias, mas, o objetivo é que o paciente passe primeiro pela unidade básica de atendimento para de lá ser encaminhado para uma das especialidades oferecidadas no centro. A determinação é que o atendimento seja detalhado, humanizado e eficiente.
O laboratório central agora pode ser chamado assim, os pinheirenses podem contar com um espaço equipado e profissionais treinados. O prédio foi recuperado, a falta de manutenção havia provocado danos a estrutura, mas, já está pronto para receber a população.
Ainda falando em saúde, área a qual a prefeitura deu prioridade, para garantir o suporte emergencial  a saúde, o SAMU passou por reforma e receberá novas ambulâncias para tornar o trabalho cada vez melhor.
A rodoviária da matriz foi recuperada. Algumas pessoas se perguntam por que temos 2 rodoviárias? Será que é isso mesmo?
As imagens mostram que o terminal rodoviário recém inaugurado não tem a menor condição de atender a demanda do município, devido a sua estrutura que está se deteriorando rapidamente. Com certeza esse não é o cartão postal que os pinheirenses queriam ter. Um exemplo de falta de compromisso da gestão passada com a população.
A Prefeitura de Pinheiro deu vida nova a Rodoviária da Matriz e esperança ao povo.
O Restaurante Popular reabriu com equipe treinada, cardápio cuidadosamente preparado rico em nutrientes, na gestão passada a refeição servida aqui custava 2,50, hoje o valor cobrado é de 2 reais, antes serviam apenas 350 refeições diárias, hoje são 650 refeições.
A alimentação é destinadas a população de baixa renda que vê no restaurante popular um alívio, um lugar onde podem saciar a fome por um pequeno valor. Mas não pensem que são apenas pessoas carentes que frequentam o local, com comida de qualidade e saborosa o Restaurante Popular atrai todas as classe sociais.
A noite São Pedro não colaborou, devido as fortes chuvas, a festa com Banda Miragem e Toca do Vale, e o sorteio de mais de 100 premiações inclusive uma moto na praça do centenário, que encerraria o dia de comemorações foi adiada para o dia 2, mas isso não tirou o brilho da festa, o povo compareceu em massa para comemorar e prestigiar o evento.

terça-feira, 2 de maio de 2017

Governador Flávio Dino entrega primeira escola reformada com a mão de obra carcerária



Sob aplausos e homenagens, 40 carcerários foram recebidos, nesta terça-feira (2), por alunos e professores da Unidade Integrada João Paulo II, localizada no bairro Turu, em São Luís. É que eles foram responsáveis pela realização de um sonho antigo da comunidade escolar: a reforma do espaço. E na manhã desta segunda-feira (2), o governador Flávio Dino entregou a escola novinha em folha, preparada com o capricho pelos internos e internas do sistema prisional do Maranhão, participantes do projeto 'Mutirão da Liberdade', provando que o Estado pode, de uma vez só, assegurar educação de qualidade e garantir novas perspectivas de vida a quem está privado de liberdade.

"O maior problema do Brasil se chama desigualdade. Desigualdade de chances. Nosso Governo fez uma opção clara contra as desigualdades", disse o governador enquanto conversava com internos e estudantes. "São mais de 500 escolas reformadas e esta é a primeira em que há esta parceria, em que pessoas que estão cumprindo pena ajudaram com o trabalho e isso foi decisivo para que a obra acontecesse. É um modo de realizar dois grandes objetivos, melhorar a educação e ao mesmo tempo propiciar caminho de ressocialização para que esse interno possa exercer uma profissão produtiva e com isso, ao saírem da penitenciária, possam se incorporar ao mercado de trabalho e estarem realmente aptas a ajudarem a sociedade", defendeu o Flávio Dino.

Esta primeira ação integra o projeto 'Mutirão da Liberdade', que objetiva garantir a manutenção de unidades da rede pública estadual de ensino utilizando mão de obra carcerária, a partir da parceria entre as Secretarias de Estado da Administração Penitenciária (Seap) e da Educação (Seduc). "Uma ideia fantástica, que surgiu sob a orientação do governador Flávio Dino, e nos reunimos para encontrar uma forma de ajudar a ressocialização e ao mesmo tempo cuidar das nossas escolas. Começamos por aqui, uma escola num bairro central, muito populoso de São Luís, onde havia um clamor muito grande e antigo por reforma", explicou o secretário de Estado de Educação, Felipe Camarão.

O secretário de Administração Penitenciária, Murilo Andrade, disse que inicialmente a comunidade no entorno da escola teve um certo receio com o desenvolvimento do programa, mas que posteriormente todos puderam em seguida ver a importância social da projeto. Ele explicou que a ideia, desde o princípio foi essa, "mostrar para toda a sociedade o que a pessoa que está privada de liberdade pode dar de retorno, mesmo estado encarcerado e, assim, mudar a concepção de tantos de que não é possível dar oportunidades aos egressos do sistema prisional".

A escola


Uma escola tradicional, fundada na década de 70, a UI João Paulo II não recebia qualquer reforma desde 1998. Agora, recebeu serviços de manutenção, tanto na parte interna, quanto externa. Salas de aula, banheiros, corredores e setores administrativos passarão por pintura, reboco, retelhamento e completa limpeza. A fachada da escola também foi totalmente revitalizada. Outro serviço realizado foi a manutenção da quadra poliesportiva do colégio e implantação de ar condicionado em salas de aula. Até as carteiras foram reformadas pelos carcerários. A reforma beneficia os 1020 alunos e alunas que estudam no local.


Toda a mudança foi acompanhada pelo olhar atento do aluno do 2ª ano, Thiago Costa, 16 anos. Estudando desde 2013 na escola, Thiago comemorou a transformação dupla, uma na estrutura da escola e a outra na vida dos presos. "Eu fiquei muito orgulhoso em saber que conseguimos essa a aparência ótima da nossa escola dando uma segunda chance para eles. Estudo aqui há muito tempo e nunca vi uma reforma, o banheiro da quadra estava desativado e inacessível, as salas precárias, agora fomos beneficiados com uma quadra poliesportiva de beachsoccer e o governado ainda reinaugurou a nossa Horta, desativada há muito tempo", contou Thiago, que é aluno representante do colegiado e assessorou que foi tudo muito bem acordado, com reuniões constantes entre a Seduc, Seap e comunidade escolar.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Estreias, novidades e mais diálogo com os maranhenses: é a Nova 1290 Timbira


2. Diretor Robson Paz destacou o resgate que a gestão estadual está fazendo na Timbira desde 2015. Foto: Handson Chagas/Secap
A Rádio Timbira entra numa nova fase nesta terça-feira (2). Nova programação, apresentadores, conteúdo e até nome novo: é a Nova 1290 Timbira. O número faz referência à frequência AM da emissora, que ficou 20 anos abandonada, mas foi resgatada a partir de 2015 e vem se renovando desde então.
Uma das principais novidades é a transmissão simultânea do Jornal das Onze para uma rede de aproximadamente 40 rádios. Ronald Pimenta, que já atua na Timbira, vai comandar o programa, a partir das 11h, de segunda a sexta-feira, ao lado de Maria Espíndola.
O diretor da Nova 1290 Timbira, Robson Paz, diz que a transmissão em rede democratiza a comunicação, já que permite levar a informação para todas as regiões do estado. “Com um bom e verdadeiro jornalismo, informação de qualidade e honestidade acima de tudo, será o Maranhão falando com o Maranhão”, afirma.
Robson Paz diz que o diálogo com a população será ampliado, uma vez que a Timbira também vai veicular conteúdo das rádios que formam a rede de transmissão. Isso significa maior presença das diversas regiões maranhenses na programação da rádio.
Tecnologia e democratização
Essa rede de transmissão via satélite faz parte dos investimentos em tecnologia da Nova 1290 Timbira, que contempla também a convergência das mídias.
“O caminho é trabalhar não apenas o rádio tradicional, mas atuar fortemente nas redes sociais”, explica Robson Paz.
A estreia da nova programação será acompanhada por um novo portal, focado em material multimídia. Haverá atualizações permanentes e instantâneas nos canais da Timbira – como Facebook e Twitter – para o conteúdo da programação ser acessível a um maior número de pessoas, além de incentivar a interação e o diálogo com os maranhenses.
“Tínhamos uma rádio totalmente sucateada. Ela foi resgatada e revitalizada pelo governador Flávio Dino para funcionar como um canal de diálogo com o povo maranhense. É esse o caminho que continuamos seguindo, agora com mais equipamentos, mais recursos e um alcance muito maior”, afirma o diretor da Nova 1290 Timbira.
A emissora também se prepara para migrar para a FM, dentro do plano de expansão de qualidade e de audiência.
Novidades
As novidades da programação incluem o Coisa Nossa, que vai abordar temas culturais, sob o comando de José Raimundo Rodrigues; e o Ronda 1290, que será dedicado a assuntos policiais, com Silvan Alves. Além de muitas outras atrações. Programas que são referência na comunicação do Maranhão, como é o caso do Comando da Manhã, com Gilberto Lima, serão mantidos. Veja abaixo como vai ficar a programação da Nova 1290 Timbira.

A partir de terça-feira (2), estreia a nova programação e mais novidades na Rádio Timbira. Foto: Divulgação
PROGRAMAÇÃO
Segunda a sexta-feira
5h – Primeira Hora, com Láercio Júnior
6h – Bom Dia 1290, com Batista Matos
7h – De primeira, com Marcus Saldanha
8h – Comando da Manhã, com Gilberto Lima
11h – Jornal das Onze, com Ronald Pimenta e Maria Espíndola
12h – Ronda 1290, com Silvan Alves
13h – Fome de Bolsa, com Edvan Fonseca
14h – Comunidade Interativa, com Edvaldo Oliveira e Mônica Lima
16h – Coisa Nossa, com Zé Raimundo Rodrigues
18h – Contraponto, com Ivson Lima
19h – Voz do Brasil – EBC
20h – Papo Cabeça, com Renato Júnior e convidados
22h – Jogo Rápido, com Gil Porto
22h30 – Revista da Noite, com Marden Ramalho0h – Reprises
Sábado
6h30 – A Voz do Campo, com Janice Lima e Samara Andrade
7h30 – Redação 1290, com Marcus Saldanha, Jorge Vieira, Ivson Lima, Cunha Santos e entrevistado
10h – Sabadão Informativo, com Edvaldo Oliveira
12h – Balaio Cultural, com Gisa Franco e Zema Ribeiro
14h – Maranhão Esportivo, com Rony Moreira
15h30 – Jornada Esportiva
20h – Sábado é Show, com Ronald Pimenta
Domingo
7h – África Brasil Caribe, com Ademar Danilo
8h – Natureza Viva, com Mara Régia – EBC
10h – Domingo Notícia, com Marden Ramalho
12h – Aquecimento Esportivo, com Gil Porto
15h – Jornada Esportiva
21h – Brasil de Toda Gente, com Antônio Moreno

Caixões azuis com as três letras CLT (abreviação de Consolidação das Leis do Trabalho)

Caixões azuis com as três letras CLT (abreviação de Consolidação das Leis do Trabalho) e um punhado de cruzes faziam parte do aparato levado pela oposição à Câmara dos Deputados na última quarta-feira, para protestar contra a aprovação da reforma trabalhista do governo Michel Temer.
Um artigo de abril de Vagner Freitas, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), maior entidade sindical do país, já acusava em seu título: “Reforma Trabalhista destrói a CLT”. O projeto de lei – que mexe em cerca de cem artigos dessa legislação, nascida em 1943, no governo Getúlio Vargas – recebeu, ainda assim, o aval da maioria dos deputados e agora segue para o Senado.
Ao contrário do que o recente debate faz parecer, porém, a CLT não é considerada intocável pelo movimento sindical. Muito pelo contrário – a CUT, em especial, nasceu nos anos 80 com fortes críticas à legislação trabalhista varguista e chegou a defender sua extinção e o fortalecimento da negociação direta entre trabalhadores e empresas.
Para a entidade, a legislação é uma “faca de dois gumes”. De um lado garantiu direitos importantes, como carteira de trabalho, limite de horas (em geral 8 por dia) para a jornada de trabalho, férias remuneradas, salário mínimo e indenizações por acidentes.
Por outro, também estabeleceu uma série de regras para a atuação dos sindicatos, como a unicidade sindical (proibição de haver mais de um sindicato por categoria na mesma região), exigência de registro das entidades no Ministério do Trabalho e contribuição sindical compulsória.
A CUT é historicamente contra esses três pilares, pois entende que foram adotadas para “amaciar” e “controlar” o movimento, nota a secretária de Relações do Trabalho da central, Graça Costa.
Nessa linha, a resolução do 3º Congresso da CUT, em 1988, falava em abolir a legislação varguista: “O avanço da luta dependerá da força dos trabalhadores na conquista de suas reivindicações, abolindo a CLT e a intervenção da justiça do trabalho e do Estado. A luta e o fortalecimento do sindicato são os únicos caminhos para a classe reivindicar e definir melhores condições de vida e trabalho”.
A resolução propunha ainda, no lugar da CLT, a adoção de um “Código Nacional de Trabalho (…) simples, que seja compreendido, discutido e assumido por todos os trabalhadores brasileiros”.
O diretor de Documentação do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap, órgão que representa interesses de sindicatos e centrais sindicais no Congresso), Antônio de Queiroz, destaca o contexto do surgimento da CUT, ainda na ditadura militar (1964-1985).
“O pressuposto da CUT, criada em 1983, portanto em plena ditadura militar, era de retirar o entulho autoritário que também estava presente na CLT, o que de certa forma o governo Sarney (1985-1990) fez, como proibir intervenção (do Estado) nos sindicatos, permitir negociação coletiva, que na época não se permitia”, explica Queiroz.
Segundo ele, é balela dizer que a CLT é uma legislação anacrônica, dos anos 40, pois já foram aprovadas centenas de mudanças em seus artigos.
A resolução do Congresso da CUT de 1988 defendia também contratos coletivos nacionais de trabalho, mediados pela central, que garantiriam patamares mínimos de direitos e serviriam de base para acordos entre patrões e empregados sindicalizados, dentro de cada empresa.
Uma evolução dessa proposta, o Acordo Coletivo Especial (ACE), chegou a ser formalmente apresentada ao governo Dilma Rousseff, em 2011, com o argumento de que daria mais segurança jurídica nas negociações entre trabalhadores e empresas.
A legislação hoje permite negociações coletivas envolvendo categorias inteiras, no entanto, não prevê acordos específicos dentro de cada empresa – por isso, muitos deles acabam anulados na Justiça.
“Um passo fundamental para inovar no campo das relações de trabalho é reconhecer que a atual legislação não dá conta de resolver todas as demandas e conflitos, tampouco superar e atender as expectativas dos trabalhadores e empresas em situações únicas, específicas, para as quais a aplicação do direito no padrão celetista não mais alcança resultados satisfatórios”, diz a cartilha da CUT que explicava a proposta de ACE.
Sobre a anulação dos acordos, o documento dizia ainda: “Por um lado, os trabalhadores e empresários interessados no avanço democratizante são punidos; de outro, são premiados o conservadorismo e a inércia. Vitória para os segmentos mais atrasados de ambos os polos da relação capital-trabalho”.
Já a reforma de Temer estabelece, sob esse mesmo argumento, a permissão do “negociado sobre o legislado”, ou seja, prevê que alguns parâmetros da relação trabalhista fixados na CLT possam ser revistos diretamente entre empresas e trabalhadores em acordos que prevalecerão sobre a lei – a proposta é duramente criticada pela CUT.
Incoerência?
Mas por que então a CUT se opõe frontalmente à reforma de Temer? Segundo os sindicalistas ouvidos pela BBC Brasil, porque a proposta da central previa mecanismos de fortalecimento dos sindicatos, para garantir que a negociação entre empresa e empregados se daria em igualdade de condições, enquanto a proposta do atual governo faz o contrário.
O projeto de lei aprovado na Câmara prevê que empresas com mais de 200 empregados poderão escolher representantes não sindicalizados para firmar os acordos. O temor da CUT e de outras centrais é que isso facilite a cooptação desses representantes pelas empresas.
Além disso, a reforma extingue abruptamente a contribuição sindical obrigatória, sem prever outras fontes de recursos. A CUT é a favor do fim do impostos obrigatório, para que os trabalhadores decidam eles mesmos como manter os sindicados, mas defende que isso seja feito gradativamente e que seja regulamentada outra forma de remuneração, atrelada aos acordos (contribuição negocial).
“Liberdade de negociação com real manifestação de vontade é legítimo, não tem problema. Do jeito que foi proposto isso não existe, você entrega os trabalhadores ao deus dará”, diz o diretor de Documentação do Diap, Antônio de Queiroz.
Segundo Graça, a proposta da CUT era que os acordos coletivos permitissem negociar condições melhores que as previstas em lei, enquanto a reforma proposta vai permitir o contrário.
“Num momento de crise dessa, você vai ter uma negociação com o patrão em que o trabalhador vai estar de joelho”, crítica.
Entre os pontos que passarão a poder ser negociados, caso a reforma de Temer entre em vigor, está a possibilidade de reduzir o intervalo mínimo de descanso e alimentação de uma hora para meia hora no caso de jornadas de mais de seis horas, assim como acordar jornadas de até 12 horas de trabalho seguidas de 36 horas de descanso. Outra possibilidade será a de combinar a divisão dos 30 dias de férias em até três períodos, bem como troca de dias de feriado.
Se a nova legislação entrar em vigor, será possível ainda que empregados e trabalhadores negociem diretamente plano de cargos e salários e o pagamento de participação dos lucros. Também poderá ser alvo de acordo a prorrogação de jornada em ambientes insalubres, sem licença prévia das autoridades competentes do Ministério do Trabalho.
“A redução do intervalo de almoço para 30 minutos, por exemplo, parece algo pequeno, mas fazer uma pausa correndo tem impacto na saúde do trabalhador e aumenta os acidentes de trabalho”, diz Costa.
Proximidade com o PT
A CUT nasceu pouco depois do PT, fundado em 1980, e tem forte relação com o partido. Apesar disso, não conseguiu avançar com sua pauta de reforma sindical nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) e de Dilma Rousseff (2011-2016), até pela falta de consenso com outras centrais.
A proposta de Acordo Coletivo Especial, por exemplo, podia funcionar bem para categorias com representação forte, como os metalúrgicos, berço da CUT e de Lula, mas criava riscos para segmentos menos organizados, observa Queiroz.
Desde que se tornou presidente, o líder petista deu declarações contraditórias sobre legislação trabalhista, ora defendendo “modernização” da CLT, ora criticando sua “flexibilização”.
FONTE: BBC

Confronto com ‘índios’ em fazenda invadida termina em tiroteio e vários feridos em Viana

Uma invasão de fazenda neste domingo terminou em confronto com ‘índios’ e vários feridos no município de Viana, na Baixada Ocidental Maranhense. Apesar de especulações sobre mortes, a Polícia Militar não confirmou óbitos. Uma vítima está internada em estado grave num hospital de Pinheiro.
O conflito envolveu os chamados ‘índios gamela’ (um povo que vive naquela região e que há algum tempo luta pelo reconhecimento como indígena, junto à Funai, em Brasília). Eles invadiram uma fazenda e houve reação dos proprietários e dos empregados, o que gerou uma troca de tiros com utilização de espingardas ‘bate-bucha.
Os feridos foram removidos para os hospitais de Viana e Matinha, sendo um em estado crítico.
O comando da Polícia Militar confirmou o confronto e informou que enviou cinco equipes para o local; três do destacamento de Viana e duas do GOE – Grupo de Operações Especiais de Pinheiro. Segundo a  Polícia Militar, os conflitos entre fazendeiros e os chamados ‘gameleira’ já são antigos na região.
Com: O INFORMANTE

Governador Brandão entrega e vistoria obras em Pinheiro e Bequimão neste final de semana

  O governador Carlos Brandão cumpre importantes agendas neste sábado (4) e domingo (5), a partir das 8h, nas cidades de Pinheiro e Bequimão...