segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Caiu o discurso do deputaduzinho verde. Roseana Sarney anula licitação para construção de hospital em Pinheiro



No dia 21 de setembro deste ano, às vésperas das eleições municipais, a governadora Roseana Sarney e o secretário de Estado da Saúde, Ricardo Murad, realizaram, no Centro de Convenções, em São Luís, o lançamento dos editais de licitação para a construção de cinco novos hospitais no Estado, sendo quatro macrorregionais em Pinheiro, Santa Inês, Caxias e Imperatriz e um geral, em Chapadinha, por meio do Programa Saúde é Vida.

Na ocasião, o secretário Ricardo Murad dissera que “a construção dos hospitais nos municípios de Pinheiro, Santa Inês, Caxias e Imperatriz e um geral, em Chapadinha, descentraliza o atendimento e garante a criação de 450 novos leitos”. Pelo projeto, os hospitais deveriam ser executados em 18 meses e o valor total das obras custariam R$ 86,6 milhões. As unidades de saúde teriam, cada uma, centros cirúrgicos com quatro salas e os hospitais disporão ainda de
 centros de imagem para exames de tomografia, Raio-X, ultrassom, mamografia e endoscopia.

Pois bem, na última quinta-feira, dia 22, o governo do Maranhão, através da SES (Secretaria de Estado da Saúde), trouxe a publicação de avisos de anulação das licitações citadas. “A secretaria de Estado da Saúde, através da Comissão Setorial de Licitação, avisa aos interessados que o Gestor do Fundo Estadual de Saúde (…) decidiu anular a concorrência”, informa o Aviso de Anulação publicado, assinado por Mauro Henrique Sousa Muniz, presidente da CSL/SES.
A revelação do cancelamento das licitações foi feita pelo deputado Marcelo Tavares, em sua página no facebook.

Se a governadora Roseana Sarney decidiu anular a licitação de construção dos cincos hospitais somente após o findar das eleições, dar a entender que as unidades de saúde não passavam de obras eleitoreiras a fim de beneficiar aliados do grupo. Vamos aguardar um posicionamento do governo.
Maquete do Hospital de Pinheiro, anunciado por Roseana.


quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Eleitos no 1º turno tiveram 75% de doações ocultas


Nas nove capitais onde a disputa foi decidida em 7 de outubro, só é possível conhecer os doadores de 25% dos R$ 75 milhões arrecadados pelos prefeitos eleitos. Juiz eleitoral cobra transparência

Na primeira eleição da era da Ficha Limpa e daLei de Acesso à Informação, faltou transparência nas doações de campanha nas disputas municipais. Dos R$ 75,5 milhões arrecadados pelos nove prefeitos de capital eleitos em primeiro turno, R$ 57 milhões (75%) tiveram origem oculta. Esse montante foi atribuído pelos candidatos eleitos a repasses dos comitês financeiros e aos diretórios de seus partidos políticos.
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Processo de cassação de Roseana: mesmo com pedido de preferência, procurador Roberto Gurgel não emite parecer


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Diante da demora da emissão do parecer do Ministério Público no recurso em que o ex-governador José Reinaldo Tavares (PSB) pede a cassação da governadora Roseana Sarney (PMDB) e do vice-governador Washington Luiz Oliveira (PT) e a convocação de novas eleições no estado, os advogados de acusação, Rodrigo Lago e deputado Rubens Pereira Júnior requereram ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pedido de absoluta preferência no exame do processo.
No documento, protocolado no dia 5 de outubro deste ano, os dois advogados alegam que a fase de instrução processual já foi concluída e apresentada as alegações finais pelas partes, onde abriu-se vista dos autos para a Procuradoria Geral Eleitoral para a elaboração de parecer final.
“Protocolado o RCED em dezembro de 2010, e desembarcando os autos no eg. TSE em 28.03.2011, o prazo razoável para o seu julgamento já se encontra extrapolado”, afirmam Rodrigo Lago e Rubens Jr., uma vez que segundo rege a Constituição Federal, considera-se duração razoável do processo que possa resultar em perda de mandato eletivo o período máximo de 1 (um) ano, contado da sua apresentação à Justiça Eleitoral.
Os dois causídicos fazem ainda uma ressalva na diferença caso seja o RCED (Recurso contra Expedição de Diploma) acolhido este ano, ainda antes do término do primeiro biênio do mandato exercido por conta dos diplomas impugnados, ou apenas no ano próximo que vem.
“É que, em caso de procedência, se julgado este ano, serão convocadas eleições diretas para governador e vice-governador do Estado do Maranhão. Se julgado apenas no ano que vem, é possível que o eg. TSE decida pela convocação de eleições indiretas, através da Assembleia Legislativa, porque já iniciado o segundo biênio do mandato. E isso ocorrerá em grave prejuízo ao princípio democrático, Eleitoral”, lembram Rubens e Rodrigo.
Por fim, eles solicitam do procurador Roberto Gurgel a emissão breve do parecer da Procuradoria Geral, liberando o processo para ser colocado em julgamento no plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tendo em pauta a legitimidade das Eleições 2010 para governador do Estado do Maranhão.

MPs do Maranhão e de outros 11 estados não cumprem resolução


LEI DE ACESSO À INFORMAÇÃO
Procuradorias têm de divulgar ao menos lista com salários e matrículas de todos os funcionários
MARCELO GOMES
De O Estado de S. Paulo
Seis meses depois de a Lei de Acesso à Informação entrar em vigor, 12 ministérios públicos estaduais, além do Ministério Público Militar, ainda não divulgam individualmente nomes e salários de seus funcionários. Entre eles, 5 são praticamente uma caixa-preta: não dão nenhum dado sobre os vencimentos – nem nome nem matrícula dos servidores –, contrariando resolução do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) sobre o assunto.
O Ministério Público de São Paulo é um dos que não divulgam individualmente informações sobre salários de seus membros. Estão ainda nessa lista Maranhão, Ceará, Pernambuco e Sergipe.
O item VII do artigo 7º da resolução 89 do CNMP determina que cada MP deve publicar em seu sítio na internet 'remuneração e proventos percebidos por todos os membros e servidores ativos, inativos, pensionistas e colaboradores do órgão, incluindo-se as indenizações e outros valores pagos a qualquer título, bem como os descontos legais, com identificação individualizada do beneficiário e da unidade na qual efetivamente presta serviços'.
Outros 7 Ministérios Públicos Estaduais – e também o Ministério Público Militar – divulgam apenas matrícula dos funcionários e os salários, sem os nomes.
Isso porque, ao contrário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e dos poderes Executivo e Legislativo Federais – todos divulgam nomes e salários dos servidores –, a resolução 89 do CNMP permite que os Ministérios Públicos divulguem os vencimentos de cada funcionário atrelado apenas ao número de matrícula – o que na prática impede a identificação.
O grau de transparência entre os que mostram nomes também varia. Os ministérios públicos Federal e do Trabalho, além dos ministérios públicos de Acre, Amazonas, Espírito Santo, Piauí, Rio Grande do Norte e Roraima são os mais transparentes: divulgam nomes e salários de todos os servidores numa mesma lista e sem necessidade de cadastro de quem pretende consultá-la.
Já os ministérios públicos de Goiás, Rio de Janeiro e Distrito Federal publicam os salários e as matrículas dos funcionários numa lista. Para saber a quem corresponde determinada matrícula, o cidadão precisa abrir uma segunda tabela.
Pesquisador do Centro de Estudos em Administração Pública e Governo da FGV-SP, Fabiano Angélico considerou positiva a quantidade de MPs que publicam nomes e salários. 'É bom saber que a maioria optou pela divulgação nominal dos vencimentos. Sinal de que a pressão da sociedade tem funcionado. Por outro lado, em se tratando de ministérios públicos, cuja função é zelar pelo cumprimento das leis, é frustrante que alguns ainda estejam relutantes.'
O presidente da ONG Movimento do Ministério Público Democrático, Claudionor Mendonça dos Santos, defende a identificação pela matrícula – e não pelo nome – por questões de segurança. 'Visualizo perigo na publicação nominal de salários na situação em que vivemos. Por meio da matrícula nada impede que o cidadão requeira ao MP a identidade do servidor que recebe determinado salário. Quando o Estado garantir nossa segurança, seremos a favor da divulgação nominal', diz Santos, que é promotor em Santo André.
Voto vencido – Relator da resolução 89 do CNMP, o conselheiro Mario Luiz Bonsaglia discorda do colega. 'Fui voto vencido na sessão do CNMP que decidiu pela não obrigatoriedade da publicação nominal dos vencimentos. O MP tem que dar o exemplo de transparência. Sou procurador da República, tenho meu salário exposto na internet e não sofri nada até agora', afirma.
Procuradorias dizem que vão se adaptar às normas
Dos cinco ministérios públicos estaduais que ainda não publicam os salários de seus servidores, três prometeram divulgá-los nominalmente em breve. O de São Paulo diz que vai publicar em seu portal nomes e respectivos vencimentos 'no menor prazo possível'. Hoje, o site do órgão fornece informações gerais, como uma tabela com os salários de seus funcionários por cargo, relação de servidores efetivos, com cargos comissionados e cedidos a outros órgãos, além de pagamentos de indenizações e diárias.
O MP do Maranhão disse estar 'em fase de aprovação', ainda para novembro, 'a tabela especificada pelo CNMP dos salários e nomes de membros de servidores'.
O do Ceará afirmou que divulgará os dados a partir desta semana 'de forma discriminada, com a demonstração de vencimentos e descontos legais como IR e Previdência'.
Já o MP de Pernambuco informa que 'continua trabalhando para se adequar à resolução 89 do CNMP' e que 'disponibilizará numa só tabela os dados dos servidores e seus respectivos vencimentos', sem especificar se a divulgação será nominal ou por matrícula.
O de Sergipe não respondeu ao e-mail do jornal O Estado de S. Paulo, que não conseguiu contato com sua assessoria.
Os oito ministérios públicos que publicam os salários e as matrículas dos funcionários também foram ouvidos pelo Estadão. O do Paraná diz que desde 2008 já publicava nominalmente na internet a estrutura remuneratória de seus membros e servidores e que, após a resolução 89 do CNMP, 'passou a publicar a remuneração atrelada ao número de matrícula, cargo e lotação'.
O do Rio Grande do Sul afirma que não vincula os salários aos nomes dos servidores 'por causa da Lei Estadual 13.507/2010, que veda expressamente a publicação de nomes junto dos salários'.
O Militar informa que publicou no último dia 8 em seu site a individualização dos subsídios com as matrículas dos funcionários. O de Mato Grosso do Sul diz que buscou 'garantir a intimidade dos membros e servidores'. O órgão explica que o estado 'faz divisa com Paraguai e Bolívia, existindo inúmeras questões referentes ao crime organizado que são enfrentadas pelos membros e servidores do MP-MS'.
Os ministérios públicos de Paraíba, Alagoas e Tocantins informam que divulgam os salários com as matrículas pela segurança de seus servidores. Segundo o MP de Tocantins, seis de seus membros estão ameaçados de morte. O do Pará não explicou por que não publica os vencimentos nominalmente.
(MG)

Morre João Francisco, fiel companheiro de Jackson Lago


POR MANOEL SANTOS NETO
O ex-presidente do Diretório Municipal do PDT de São Luís, João Francisco dos Santos, morreu na manhã desta terça-feira (20), vítima de insuficiência renal aguda. Ele tinha 76 anos e estava há mais de 20 dias na UTI do Hospital Aldenora Belo. Há mais de oito anos, ele travava uma dura luta contra o câncer, chegando a se submeter a um delicado tratamento no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp).
Incansável ativista político, João Francisco, ao longo de sua vida, atuou em grandes lutas populares no Maranhão, ao lado de figuras como Maria Aragão, William Moreira Lima, Neiva Moreira e Jackson Lago, dentre outras lideranças.
Filho de uma empregada doméstica e de um pai que trabalhava com embarcações, João Francisco nasceu em São Luís no dia 2 de junho de 1936. Na tenra idade, revelou a consciência de ser descendente da alma africana, com os códigos genéticos do amor à terra, à arte e à liberdade.
Jackson Lago abraça João Francisco, seu fiel companheiro, ao empossá-lo no cargo de secretário da Igualdade Racial, em janeiro de 2007
Ele descobriu a efervescência de repensar o social na Juventude Operária Católica, aprofundou sua militância na Aliança Estudantil, Operária e Camponesa e foi no Maranhão um dos criadores das Ligas Camponesas.
Com a herança de antepassados que trabalharam a gleba como agricultores, e seduzido pelo amor do campo, João Francisco acabou se transformando no organizador dos primeiros sindicatos maranhenses do meio rural. Ele também participou da fundação das primeiras Comunidades Eclesiais de Base.
Ao lado de Jackson Lago, Neiva Moreira, José Raimundo Aroucha, Reginaldo Telles, Léo Costa e tantos outros companheiros foi um dos fundadores do Partido Democrático Trabalhista (PDT) no Maranhão.
Ele foi um dos integrantes da equipe fundadora do Centro de Cultura Negra do Maranhão (CCN-MA) e foi o primeiro presidente do Diretório Municipal do PDT em São Luís. Foi também o secretário de Estado da Igualdade Racial na gestão do governador Jackson Lago (2007-2009).
Ativista político contrário ao situacionismo implacável, João Francisco era um grande admirador de Leonel Brizola e nutria uma grande amizade com Jackson Lago, de quem foi aliado e fiel companheiro. Não abandonou o grande líder nem mesmo nas crises mais graves que o PDT enfrentou no Maranhão.
Com o golpe militar de 1964, João Francisco viu-se obrigado a mudar-se para o Rio de Janeiro, onde se incorporou à resistência contra a ditadura. Ao regressar a São Luís, a Aliança Estudantil, Operária e Camponesa deu-lhe uma chance de ouro: a oportunidade de empreender uma viagem de conhecimento à União Soviética.
Por conta dessa viagem, João Francisco é citado no livro “Lágrimas na chuva. Uma aventura na URSS”, de Sérgio Faraco. Este autor fala de seu surpreendente encontro com “um jovem comunista maranhense”, no capítulo intitulado “Tensão na fronteira turca”.
Casado com Sílvia Linhares, sua companheira inseparável, João Francisco deixa quatro filhos. O velório foi iniciado no meio da tarde desta terça-feira na sede do Diretório do PDT, na Rua dos Afogados. O sepultamento deverá ocorrer na manhã desta quarta-feira (21), no Cemitério Parque da Saudade, no Vinhais.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Tribunal do Júri condena réu a 1 ano e seis meses em Pinheiro


Julgamento que durou mais de dez horas foi realizado nesta segunda-feira, no fórum de Pinheiro

O réu e cigano Rafael Silva Soeiro, vulgo "Celi", acusados de matar com um tiro nas costas, a cerca de dois, Marcos Kenald Martins, o "Keninho", foi condenado a 1 ano e seis meses de reclusão em regime fechado. O crime ocorreu em 2010, na Rua da Uzina, no bairro de Pacas." Keninho" foi assassinado, provavelmente, devido a uma rixa entre ambos. 

A sentença foi determinada em julgamento realizado nesta segunda-feira (19), no Tribunal do Júri, no Fórum de Pinheiro. Como o acusado já havia cumprido quase dois anos de detenção na penitenciaria de Pedrinha, em São Luis, ele foi liberado e foi para casa em liberdade. No julgamento, foram ouvidas várias testemunhas de acusação e de defesa.
Os advogados Arcy Fonseca Gomes e Gico da Silva, que atuaram na defesa, sustentaram a tese de legitima defesa.

A presidência do júri foi ministrado pelo Juiz Julio Prazeres, e o Promotor Rui Antonio de Carvalho atuou na acusação. O conselho de Sentença, votou pela condenação do reú que já esta em liberdade.

Pauta dos processos que serão submetidos a julgamento perante o Tribunal do Juri da segunda vara, no mês de dezembro:

Dia 03/12 – Réus Benedito dos Santos Melo Amorim, vulgo Neguinho e Genilson Jabuti. 

Dia 04/12 – Réu – Rubens Rui Ribeiro

Dia 05/12 – Réu – José Pedro Cruz Campos

Dia 06/12 – Réu – Benedito do Nascimento Sá

Dia 08/12 – Réu – Marcos Jurandir Bandeira Rodrigues

sábado, 17 de novembro de 2012

Justiça determina a devolução de dinheiro desviado


Claro que esse feito não partiu da justiça brasileira! Maluf terá que devolver dinheiro para SP

Ação foi movida por Corte Real da ilha Jersey, diz que R$ 45,6 mi foram desviados da prefeitura



A Justiça de Jersey, paraíso fiscal europeu, determinou a devolução de dinheiro desviado de obras públicas em São Paulo durante a gestão do então prefeito Paulo Maluf. A sentença diz que os recursos foram transferidos para conta em nome de duas empresas, a Durant International Corporation e a Kildare Finance Limited. A Prefeitura de São Paulo afirma que elas pertencem ao ex-prefeito, e a Justiça diz que o dinheiro foi movimentado pela família Maluf.
Esse valor teria sido desviado dos cofres públicos quando o deputado federal pelo PP-SP foi prefeito da cidade entre 1993 e 1996.
Segundo informações da Folha de SP, a assessoria de imprensa do político informou que ele não é réu da ação, que não tem conta na ilha e os recursos não foram desviados na época em que ele foi prefeito.

Governador Brandão entrega e vistoria obras em Pinheiro e Bequimão neste final de semana

  O governador Carlos Brandão cumpre importantes agendas neste sábado (4) e domingo (5), a partir das 8h, nas cidades de Pinheiro e Bequimão...